O regime do Irã vem intensificando as ações contra manifestações que já duram doze dias. As restrições à internet se agravaram, dificultando a comunicação dos manifestantes que desafiam o regime.
Nesta quinta-feira, 8, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, alertou Teerã de que uma repressão violenta teria consequências.
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“Deixei claro para eles que, se começarem a matar pessoas — o que tendem a fazer durante seus distúrbios, eles têm muitos distúrbios —, se fizerem isso, nós os atingiremos muito duramente”, afirmou Trump durante entrevista ao radialista Hugh Hewitt.
Os protestos tiveram início em 28 de dezembro de 2025, quando comerciantes do Teerã protestaram contra a alta dos preços e a queda do riyal.
Rapidamente, as reivindicações se ampliaram, levando manifestações a 25 das 31 províncias do Irã, conforme levantamento da AFP. Entre os mortos estão civis e integrantes das forças de segurança.
Escalada dos protestos e reação do governo
Vídeos autenticados pela AFP mostram manifestantes entoando frases como “é a batalha final, Pahlavi voltará”, em referência à monarquia deposta em 1979, e “Seyyed Ali será destituído”, em alusão ao líder supremo Ali Khamenei, que ocupa o cargo desde 1989.
O monitoramento em tempo real da ONG NetBlocks confirmou que o Irã enfrenta um bloqueio nacional de acesso à internet.
O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, pediu “máxima moderação” diante das manifestações, defendendo “diálogo” e atenção às “reivindicações do povo”.
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Segundo a ONG Iran Human Rights, sediada na Noruega, pelo menos 45 manifestantes, entre eles oito menores, morreram desde o início dos protestos.
Esta quarta-feira 7, foi o dia com mais vítimas, somando 13 mortos, além de centenas de feridos e mais de 2 mil detidos, de acordo com a entidade.
As manifestações são as maiores no país desde os protestos desencadeados pela morte de Mahsa Amini, em 2022, quando as autoridades prenderam a jovem por desrespeitar as rígidas regras de vestimenta impostas às mulheres.
Irã mobiliza milícias estrangeiras
De acordo com o canal Fox News, o regime iraniano respondeu mobilizando 850 combatentes do grupo terrorista Hezbollah, de milícias iraquianas e da Força Quds.
Fontes da imprensa internacional relataram que parte desses combatentes teria entrado no Irã sob o pretexto de peregrinação religiosa, concentrando-se em uma base em Ahvaz antes de ser distribuída para diversas regiões para diversas regiões.
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Quando as mulheres começarem a participar destas manifestações (e sem o véu) o regime dos aiatolás cai definitivamente.
Esperamos que este podre regime esteja dando seus últimos suspiros.
Vade retro…..