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Procurador diz que González será preso se voltar à Venezuela

Exilado na Espanha desde setembro, adversário de Nicolás Maduro afirma que voltará em janeiro para tomar posse como presidente

Edmundo González Urrutia em companhia de sua mulher, Mercedes López (esquerda), e sua irmã Mariana: exílio na Europa | Foto: Reprodução/Twitter/X
Edmundo González Urrutia em companhia de sua mulher, Mercedes López (esquerda), e sua irmã Mariana: exílio na Europa | Foto: Reprodução/Twitter/X

O procurador-geral da Venezuela, Tarek William Saab, disse nesta semana que a justiça local irá prender “imediatamente” Edmundo González Urrutia, caso ele retorne ao país. González foi candidato de oposição a Nicolás Maduro nas eleições de 28 de julho. 

Em entrevista à agência de notícias France-Presse, Saab afirmou que a resposta do governo aos protestos depois das eleições evitou principalmente uma guerra civil. González está exilado na Espanha desde setembro. 

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González: “Vamos restaurar a democracia”

Na Europa, o opositor continua reivindicando a vitória nas eleições venezuelanas. Do mesmo modo, afirma que voltará ao seu país para tomar posse como presidente em 10 de janeiro. “Voltarei à Venezuela o mais rápido possível, quando restaurarmos a democracia em nosso país. Vou tomar posse como presidente eleito no dia 10 de janeiro”. A fala ocorreu em evento empresarial na Espanha em 4 de outubro. 

Segundo Saab, se Edmundo González voltar à Venezuela, acabará detido. “Vamos prendê-lo assim que chegar”. A crise política venezuelana, marcada pelo regime ditatorial de Maduro, se agravou depois das eleições de julho. Houve troca de acusações sobre fraude e falta de transparência. 

Diversos observadores internacionais e vários países contestam o resultado que, na teoria, reelegeu Maduro. Entre as nações que questionam a vitória do ditador estão Brasil, Estados Unidos e Argentina.

González Urrutia e a líder opositora María Corina Machado acusam o governo de manipulação eleitoral. Inclusive, passados mais de quatro meses depois da votação, até hoje cobra-se da justiça eleitoral venezuelana a apresentação das atas de votação.

Justiça venezuelana: perseguição a opositores

Assim como no Brasil, onde a justiça eleitoral praticamente proibiu qualquer manifestação que colocasse em dúvida a transparência das votações que elegeram Lula da Silva em 2022, na Venezuela, a Procuradoria-Geral iniciou investigações contra várias pessoas. Assim, as autoridades esperam intimidar opositores, como González e Maria Corina, atribuindo a eles supostos crimes relacionados à contestação dos resultados eleitorais. 

Segundo o Conselho Nacional Eleitoral (CNE), órgão sob ordens de Maduro, González perdeu as eleições presidenciais para o ditador em julho. A oposição, contudo, diz que o processo de escolha sofreu fraude. Os líderes da oposição venezuelana afirmam ter vencido a disputa no país com 67% dos votos.

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