O príncipe Harry perdeu um processo contra o governo do Reino Unido. O Tribunal de Apelações de Londres rejeitou, nesta sexta-feira, 2, o recurso para restaurar sua proteção policial financiada pelo Estado durante visitas ao país.
A decisão do tribunal confirma a política estabelecida pelo Comitê Executivo para a Proteção da Realeza e Figuras Públicas (Ravec) em 2020, segundo a qual Harry e a família perderiam o direito automático à segurança do Estado depois de sua saída das funções reais e da mudança para os Estados Unidos.
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Ravec é o órgão responsável por decidir sobre a proteção policial oferecida a integrantes da coroa britânica e outras figuras públicas de destaque, como políticos.
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Durante o julgamento, a defesa do Duque de Sussex argumentou que a redução da proteção colocava sua integridade e a de sua família em risco. No entanto, os juízes consideraram que a decisão do governo foi legal, razoável e proporcional, dado que o príncipe não ocupa mais uma posição oficial na família real.
Harry manifestou tristeza com a decisão e afirmou que não pode trazer sua família de volta ao Reino Unido sem a proteção adequada. Ele apelou ao primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, e à ministra do Interior, Yvette Cooper, para que reavaliem a questão.
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No entanto, a Suprema Corte tem poucas chances de reverter o caso, que não envolve questões de interesse público amplo.
O processo judicial também tem implicações financeiras para Harry. Ele agora enfrenta a responsabilidade de arcar com 90% dos custos legais do governo, além de suas próprias despesas jurídicas.

Príncipe Harry e a relação com a família
O ex-membro sênior da família real revelou que o relacionamento com o pai, rei Charles III, está marcado por um distanciamento.
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Em suma, o monarca não se comunica com Harry por causa da disputa sobre a segurança, mas o marido de Meghan declarou o desejo de reconciliação. Disse que a vida é preciosa e que não sabe quanto tempo o pai tem de vida.
Atuação filantrópica
O príncipe também enfrentou críticas relacionadas à obra de caridade em organizações beneficentes. Em março de 2025, ele e o príncipe Seeiso de Lesoto renunciaram aos cargos de patronos da Sentebale, uma instituição fundada por eles em 2006 para apoiar crianças afetadas pelo HIV/AIDS em Lesoto.
A decisão foi motivada por uma disputa interna com a presidente do conselho, Sophie Chandauka, que acusou Harry de assédio e intimidação. Chandauka também denunciou a situação à Comissão de filantrópica, acusando Harry de má gestão e abuso de poder.
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