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O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, anunciou uma reformulação no gabinete, resultando na saída da primeira-ministra Yulia Svyrydenko, que estava no cargo havia um ano. Zelensky destacou a necessidade de uma renovação na equipe por causa de uma "mudança de estratégia política" e agradeceu a Svyrydenko por seu trabalho em tempos difíceis. Ela pode ser indicada para uma nova função relacionada a relações internacionais, possivelmente como embaixadora nos EUA.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, anunciou neste domingo, 12, uma reformulação no gabinete do país e determinou a saída da primeira-ministra Iulia Sviridenko, que ocupava o cargo havia cerca de um ano.
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Em uma publicação na rede social X, o líder ucraniano, que esteve na cúpula da Otan, no início deste mês de julho, afirmou que Kiev está passando por uma “mudança de estratégia política”. Segundo ele, o momento exige uma renovação da equipe de governo. Zelensky, porém, não apresentou detalhes sobre a nova composição do Executivo.
“Discuti os próximos passos com a primeira-ministra e concluímos que uma reforma do governo é necessária”, escreveu. O presidente agradeceu a atuação de Sviridenko, destacando seu trabalho durante um dos períodos mais difíceis da história recente da Ucrânia.
Segundo Zelensky, a ex-premiê recebeu uma proposta para assumir a liderança de uma “nova e importante área de relações com um parceiro-chave”, sem revelar qual seria a função, segundo informaram as principais agências internacionais.
Parlamentares ucranianos afirmaram que ela pode ser indicada para o posto de embaixadora nos Estados Unidos, em razão de sua participação nas negociações de um acordo sobre minerais estratégicos com Washington.
A mudança ocorre em meio a um período de forte pressão sobre o governo ucraniano, tanto pela intensificação dos ataques russos quanto por uma crise de corrupção que atingiu áreas próximas ao poder.
O chamado caso Midas envolveu uma investigação sobre um esquema de propinas de aproximadamente US$ 100 milhões na estatal nuclear Energoatom, segundo as autoridades ucranianas.
Escândalo no governo Zelensky
O escândalo levou à saída do então ministro da Justiça, Herman Halushchenko, e da ministra da Energia, Svitlana Hrynchuk. O caso também aumentou a cobrança sobre Kiev para demonstrar aos aliados ocidentais que mantém o compromisso com o combate à corrupção.
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Além da troca no comando do governo, Zelenski informou que pretende reorganizar a liderança de órgãos de segurança e outras áreas da administração pública. Ele citou como prioridades o avanço da aproximação com a União Europeia, o fortalecimento da defesa das regiões de fronteira e uma redistribuição de responsabilidades na política externa.
A substituição de Sviridenko ainda precisa ser aprovada pelo Parlamento ucraniano. Desde o início da invasão russa, em 2022, a maioria dos deputados tem apoiado as iniciativas apresentadas pelo presidente.
O nome do próximo primeiro-ministro ainda não foi confirmado. Entre os cotados estão o atual ministro da Energia, Denys Shmyhal, que já ocupou o cargo de premiê, o ministro da Defesa, Mykhailo Fedorov, e Serhiy Koretskyi, dirigente da estatal de energia Naftogaz.
Sviridenko, que antes de assumir a chefia do governo era vice-primeira-ministra e ministra da Economia, declarou, nas redes sociais, que continua à disposição do Estado ucraniano. “Permaneço pronta para servir à Ucrânia e cumprir qualquer tarefa destinada a fortalecer a posição do país, defender nossos interesses nacionais e aproximar uma paz justa.”
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