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Primeiro submersível a visitar Titanic já resgatou bomba atômica

Alvin, projetado nos anos 1960, abrigou o primeiro grupo de visitantes do Titanic, em 1986

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Mergulho do Alvin Submersível da Woods Hole Oceanographic Institution em Eel Pond em Woods Hole, Massachusetts. BOSQUE. Imagem | Reprodução

Alvin, um submersível construído nos anos 1960, tem um currículo invejável: o veículo realizou mais de 5 mil viagens a grandes profundidades, foi o primeiro a levar o ser humano aos destroços do Titanic e ainda resgatou uma ogiva nuclear do fundo do oceano. O submersível tem sido lembrado em função da missão trágica de outro veículo, o Titan, que implodiu durante sua viagem à área dos destroços do Titanic.

Alvin, porém, é bastante diferente de Titan, o submersível da OceanGate. O veículo que está a quase 60 anos em atividade, segundo a CNN, atende a rígidos códigos de segurança; realizou missões de grande periculosidade de forma eficaz, mantendo a sua tripulação sempre a salvo. O submersível foi projetado com formato esférico — o que, segundo os especialistas, é ideal para percorrer grandes profundidades e resistir à pressão esmagadora do fundo do oceano.

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Alvin é dotado de sete propulsores reversíveis e dois braços robóticos, e tem capacidade para resistir a viagens de até 6,5 mil quilômetros; características que dão aos exploradores acesso a 99% do leito oceânico, segundo uma instalação de pesquisa sem fins lucrativos, a Woods Hole Oceanographic Institution, operadora do submersível Alvin.

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Submersível Alvin, da Woods Hole Oceanographic Institution. Imagem | Reprodução

Projetado em 1964, o Alvin pode levar a bordo até três pessoas, ele é um dos mais antigos submersíveis oceânicos ainda em atividade. O veículo apareceu na mídia em 1986, quando realizou a primeira viagem tripulada aos destroços do Titanic, expedição liderada pelo oceanógrafo Robert Ballard.

“Há duas coisas que você não sacrifica em inovação e isso é qualidade e segurança”

Lisa Levin, ecologista marinha da Scripps Institution of Oceanography da Universidade de San Diego, falou sobre o Alvin: “Ele é melhor do que a maioria dos submersíveis, porque é mais confiável, seguro e faz mais trabalho. Provavelmente contribuiu mais para a ciência do mar profundo do que qualquer outro submarino por aí”.

O submersível permitiu avanços significativos nos trabalhos de pesquisa oceânica como, por exemplo, uma fotografia em close-up (técnica que maximiza a visualização dos detalhes) da Dorsal Mesoatlântica, a cadeia montanhosa submarina mais extensa do mundo, em 1974; e a descoberta de vida selvagem nas fontes de águas quentes das Ilhas Galápagos, em 1977. Alvin também recuperou uma Bomba H, a quase 3 mil pés de profundidade no Mar Mediterrâneo, em 1966. Comparando o Alvin ao Titan, J. Carl Hartsfield, capitão aposentado da Marinha, disse: “Há duas coisas que você não sacrifica em inovação e isso é qualidade e segurança”.

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