A Prefeitura de Lima, capital do Peru, informou que um homem armado tentou matar o prefeito Rafael López Aliaga durante um ato público nesta sexta-feira, 10. No comunicado oficial, a administração afirma que o suspeito portava um revólver e foi contido pela Polícia Federal do país.
Segundo o texto, o homem “confessou que compareceu com a clara intenção de atirar no prefeito, segundo a Delegacia de Polícia do distrito”. Ainda de acordo com a prefeitura, houve mais prisões relacionadas ao episódio: “Além disso, confirmou-se a detenção de mais duas pessoas, um deles portava uma granada”.
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A gravidade da ocorrência resultou na retirada imediata do chefe do Executivo municipal e na interrupção do evento, “gerando consternação, repúdio e indignação entre os moradores que presenciaram os fatos”.
A administração municipal reforça que condena “este ato covarde, delitivo e premeditado” e cobrou medidas de investigação. “Exigimos às autoridades uma investigação implacável, assim como uma sanção exemplar para todos os envolvidos”, afirmou.
O documento também anuncia encaminhamentos na esfera penal. “Não toleraremos atos criminosos contra a autoridade nem contra a ordem democrática”, escreveu. “Quem pretender atentar contra a vida do prefeito ou sabotar o trabalho por Lima será perseguido sem contemplação e com todo o peso da lei.”
Prefeito de Lima já foi apelidado de “Bolsonaro do Peru”
Engenheiro industrial e empresário, Aliaga, de 60 anos, é uma figura de destaque na direita peruana. Membro do grupo católico Opus Dei e celibatário desde os 19 anos, ele se tornou conhecido no cenário político nacional por seu discurso conservador, pelas críticas à esquerda e pela defesa de valores religiosos e de família.
Antes de chegar à Prefeitura de Lima, disputou as eleições presidenciais de 2021 pelo partido Renovação Popular, quando recebeu o apelido de “Bolsonaro peruano” em referência ao então presidente do Brasil. A comparação surgiu em razão de sua retórica contrária ao aborto, à ideologia de gênero e à agenda progressista.
Em entrevistas, Aliaga chegou a afirmar: “Somos a favor da defesa das crianças, para que meninos não beijem meninos, nem meninas beijem meninas”. O político também defendeu pautas de segurança pública e combate à corrupção, como a promessa de expulsar do Peru a construtora Odebrecht caso vencesse as eleições presidenciais.
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Este é o modus operandi da esquerda no mundo inteiro.
A esquerda mata.