Depois do incêndio que devastou um conjunto residencial em Hong Kong, deixando pelo menos 151 mortos, a polícia local prendeu 13 suspeitos durante a investigação do caso. As autoridades informaram que a apuração teve início logo depois do incidente, com base em indícios de homicídio culposo.
Segundo a polícia, entre os presos estão 12 homens e uma mulher, com idades entre 40 e 77 anos.
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O chefe de polícia, Chan Tung, comunicou à imprensa que as suspeitas recaem sobre o descumprimento das normas de segurança contra incêndios, especialmente nas redes de proteção instaladas nas reformas do conjunto habitacional.
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O incêndio começou na quarta-feira 26 e atingiu sete dos oito edifícios do complexo, sendo controlado apenas na sexta-feira 28.
“O número de mortes confirmadas chega a 151″, informou a comandante da polícia de Hong Kong, Tsang Shuk-yin. “Não podemos descartar que o número continue aumentando.”
Segundo Tsang Shuk-yin, dezenas de pessoas continuam desaparecidas. Algumas das pessoas dadas como desaparecidas devem estar entre os 39 corpos sem identificação.
“Teremos que esperar até concluirmos a análise dos sete blocos para então elaborar um relatório final”, afirmou.
🚨HONGKONG 🇭🇰: Hong Kong’s deadliest fire in 17 years has killed at least 36 people, including a firefighter, with 279 others reported missing after a massive blaze swept through multiple high-rise apartment buildings in Tai Po on Wednesday night. #china #fire #HongKong pic.twitter.com/IDe32IPEOX
— Washington Report (@Washington_Rep) November 26, 2025
Prédios atingidos por incêndio estavam em reforma
O incêndio começou às 14h41, no horário local (3h51, no horário de Brasília). Os bombeiros mobilizaram mais de 700 agentes, além de 400 policiais. Horas depois do início da operação, o alerta subiu para o nível 5, o mais alto da escala.
Os prédios atingidos passavam por reformas e estavam cercados por andaimes de bambu. Ventos fortes aceleraram a propagação do fogo. O condomínio possui oito torres, com 31 andares, cerca de 2 mil apartamentos e abriga cerca de 4,6 mil moradores, segundo dados do governo.
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Calamidade.