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A Rússia suspendeu as exportações de diesel até 31 de julho para conter a escassez de combustível, devido a ataques da Ucrânia a refinarias e instalações energéticas. A decisão foi anunciada em 8 de agosto pelo governo russo, após reunião do presidente Vladimir Putin com ministros. O vice-primeiro-ministro Alexander Novak afirmou que a medida visa aumentar a oferta interna, já afetada por uma queda de 25% na produção de derivados em junho.
A Rússia suspendeu as exportações de diesel até 31 de julho para conter a escassez de combustível. A redução da produção foi provocada por ações militares da Ucrânia contra refinarias e outras instalações do sistema energético do país. O governo russo anunciou a decisão nesta quarta-feira, 8.
O presidente Vladimir Putin realizou hoje uma reunião com integrantes do governo para discutir os impactos da ofensiva ucraniana sobre a infraestrutura de energia russa.
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Segundo o vice-primeiro-ministro Alexander Novak, responsável pela área de energia, a suspensão das exportações permitirá aumentar a oferta de diesel no mercado interno enquanto o país tenta normalizar a produção.
“O veto poderá aumentar o suprimento ao mercado doméstico”, afirmou Novak.
Rússia tem produção de combustíveis reduzida
Nas últimas semanas, drones e mísseis de cruzeiro lançados pela Ucrânia atingiram refinarias e instalações de petróleo em diferentes regiões da Rússia. Três somente nesta quarta-feira.
A maior refinaria do país, localizada em Omsk, interrompeu as operações depois de ser atingida nesta terça-feira, 7. A campanha de ataques afetou a produção de derivados e agravou o abastecimento interno. Há relatos de filas em postos de combustíveis e racionamento em algumas regiões.
Apesar da situação, Putin afirmou durante a reunião que “o sistema é sólido”. Dados de consultorias russas baseados em informações oficiais, porém, mostram que a produção de derivados caiu 25% em junho, enquanto as exportações de petróleo bruto recuaram 15%.
Além de restringir as vendas externas, a Rússia decidiu importar derivados de petróleo durante a crise, uma medida incomum para um dos maiores produtores mundiais. O país já ampliou as compras da aliada Belarus para compensar a redução da oferta doméstica.
Brasil está entre os principais compradores
Desde o início da guerra na Ucrânia, a Rússia redirecionou as exportações de diesel para mercados fora da Europa, depois das sanções impostas pelos países ocidentais. O Brasil passou a aproveitar os descontos oferecidos pelo Kremlin e tornou-se um dos principais destinos do combustível russo.
Atualmente, o Brasil é o terceiro maior comprador de diesel da Rússia, atrás apenas de China e Turquia. O Brasil importou da Rússia 75% de todo o diesel comprado no exterior em maio. Essas importações atenderam cerca de 30% da demanda nacional. A Petrobras supriu o restante.
Leia também: “Brasil dobrou importações da Rússia depois do início da guerra na Ucrânia”
A suspensão das exportações até o fim de julho dificilmente provocará aumento imediato dos preços no Brasil, já que os embarques costumam seguir contratos de longo prazo.
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