A Polícia de New Hampshire, nos Estados Unidos, encontrou na noite desta quinta-feira, 18, o corpo de Claudio Neves Valente, indicado como autor de um atentado que matou dois estudantes e feriu outros nove na Universidade Brown, em Rhode Island.
O corpo estava dentro de um depósito na cidade de Salem. Valente apresentava um ferimento de bala que, segundo as autoridades, indicava suicídio. Ele tinha 48 anos, possuía cidadania portuguesa e vivia nos EUA há décadas.
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De acordo com Oscar Perez, chefe da polícia de Providence, o criminoso estudou na Brown há mais de 20 anos e conhecia bem o prédio onde realizou o atentado.
Uma denúncia feita por uma testemunha dentro do campus levou os investigadores a um carro alugado por Valente em Massachusetts.
Imagens obtidas pelas câmeras de segurança de uma loja mostraram o criminoso usando as mesmas roupas do dia do atentado. Junto ao corpo, os agentes encontraram duas armas dentro de uma mochila.
As buscas se intensificaram quando a polícia identificou o depósito alugado por Valente em Salem, a cerca de 30 quilômetros de Boston. A operação contou com o apoio do Departamento Federal de Investigação norte-americano.
O atentado na Universidade Brown ocorreu no último sábado, 13. Na ocasião, Valente abriu fogo dentro do campus universitário, matando dois jovens e ferindo nove. No dia seguinte, a polícia chegou a prender um suspeito em um hotel, mas os agentes o descartaram da investigação.
Valente é alvo de investigação por morte de físico do MIT
O nome de Valente também aparece em outra investigação: a morte do físico português Nuno Loureiro, diretor de um laboratório do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT).
Loureiro foi assassinado na última segunda-feira, 15, em circunstâncias ainda não detalhadas.
Christina Paxson, presidente da Universidade Brown, informou que Valente iniciou o doutorado em física na instituição em 2000, entrou em licença dois anos depois e abandonou o curso em 2003.
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“Acho que podemos presumir com segurança que esse homem, quando era estudante, passou muito tempo naquele prédio para aulas e outras atividades como aluno de doutorado em física”, disse Paxson. “Ele não tem nenhum vínculo ativo com a universidade ou presença no campus atualmente.”
O nome de Claudio Neves Valente também consta em registros de demissão de um cargo de monitor no Instituto Superior Técnico de Portugal, em 2000 — mesma instituição onde Loureiro estudou.
A motivação de Valente para matar o professor do MIT permanece indefinida, segundo os investigadores.






































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