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Leão XIV responde declarações de Trump: ‘Não sou político e não temo seu governo’

Pontífice reforça caráter espiritual de sua atuação e defende promoção da paz diante de tensões internacionais

Robert Francis Prevost, o papa Leão XIV
Robert Francis Prevost, o papa Leão XIV | Foto: Divulgação/Vaticano

O papa Leão XIV afirmou, nesta segunda-feira, 13, que não teme o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e descartou entrar em confronto com a administração republicana. A declaração ocorreu em resposta às críticas do presidente norte-americano sobre sua postura diante da guerra no Oriente Médio.

“Eu não vejo o meu papel como o de um político”, disse o pontífice a jornalistas durante um voo para a Argélia. “Não quero entrar em um debate com ele [Trump]. Não penso que a mensagem do Evangelho deva ser deturpada como alguns estão fazendo. Eu continuo a falar com força contra a guerra, buscando promover a paz, promovendo o diálogo e o multilateralismo com os Estados para encontrar soluções aos problemas.” 

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Leão XIV afirmou que direciona sua atenção às vítimas do conflito entre EUA, Israel e Irã. Ele acrescentou que sua atuação parte do cuidado com os fiéis, sobretudo em regiões mais sensíveis. 

“Muitas pessoas estão sofrendo hoje, muitos inocentes foram mortos, e acredito que alguém deve se levantar e dizer que há um caminho melhor”, ponderou. “Eu não tenho medo do governo de Trump. Continuarei falando com voz forte sobre a mensagem do Evangelho, aquela pela qual a Igreja trabalha.” 

Trump atribui eleição de Leão XIV a influência política 

Conforme Oeste, Trump fez uma série de críticas a Leão XIV neste domingo, 12, e questionou sua atuação na política externa do Vaticano. O presidente informou que não aceita um líder religioso que condene ações militares dos EUA no Oriente Médio.

“Não quero um papa que ache normal o Irã ter uma arma nuclear”, disse o republicano. “E não quero um papa que critique o presidente dos Estados Unidos porque estou fazendo exatamente aquilo para o qual fui eleito.” 

+ Leia também: “Vaticano envia geradores de energia e medicamentos à Ucrânia”

Além disso, Trump contestou a escolha de Leão XIV. Segundo ele, o papa não figurava entre os nomes cotados no conclave e teria sido eleito por dois fatores: sua nacionalidade norte-americana e a influência de Trump como chefe da Casa Branca.

“Se eu não estivesse na Casa Branca, Leão não estaria no Vaticano”, acrescentou. “Leão deveria se recompor como papa, usar o bom senso, parar de ceder à esquerda radical e se concentrar em ser um grande papa, não um político.” 

1 comentário
  1. Jorge Augusto Santos
    Jorge Augusto Santos

    O Léo não fala nada sobre a Ucrânia e a Russia não fala nada sobre o tratamento dado as mulheres no Irã? Será temos um novo imbecil como papa?

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