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Papa faz apelo por paz no mundo

O pontífice ressaltou o papel daqueles que 'devem levar alegria da ressurreição' mesmo diante do sofrimento

O papa Leão XIV durante a tradicional bênção “Urbi et Orbi” | Foto: Divulgação/Vaticano
O papa Leão XIV durante a tradicional bênção “Urbi et Orbi” | Foto: Divulgação/Vaticano

Em um cenário internacional marcado por conflitos armados e tensões crescentes, o papa Leão XIV celebrou, neste domingo, 5.

Durante a homilia, ele destacou os desafios atuais e pediu a Cristo que “conceda a paz ao mundo”.

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O papa ressaltou o papel daqueles que, segundo ele, “devem levar a alegria da ressurreição” mesmo diante do sofrimento e da ameaça constante da morte. “Que Cristo, nessa Páscoa, nos abençoe e conceda a sua paz ao mundo inteiro“, afirmou Leão XIV.

Cerimônia com o papa Leão XIV reúne milhares no Vaticano

Leão XIV cumprimentando os fiéis presentes na Praça de São Pedro | Foto: Divulgação/Vaticano
Leão XIV cumprimentando os fiéis presentes na Praça de São Pedro | Foto: Divulgação/Vaticano

A celebração ocorreu na Praça de São Pedro, que reuniu cerca de 50 mil fiéis no interior e outros 10 mil nas imediações, com início às 5h15, horário de Brasília.

O papa, ao lado do ícone de Jesus ressuscitado, inaugurou a cerimônia com a tradicional bênção e incensou a imagem, dando início à principal celebração do calendário cristão.

No contexto internacional, as palavras do papa ganharam força diante da escalada de violência no Oriente Médio, envolvendo Estados Unidos, Irã e Israel.

O pontífice fez referência à necessidade de diálogo em vez de uso da força e reforçou o apelo por soluções pacíficas para os conflitos.

Leia também: “Os exércitos das sombras”, reportagem de Dagomir Marquezi publicada na Edição 316 da Revista Oeste

Durante a bênção Urbi et Orbi, Leão XIV pediu que “quem tem armas nas mãos que as deponha, quem tem o poder de desencadear guerras que opte pela paz, não uma paz conseguida com a força, mas com diálogo”, reforçando sua posição diante das guerras, segundo a fonte da matéria.

Ele ainda afirmou que é preciso agir “não com a vontade de dominar o outro, mas de o encontrar”, defendendo alternativas negociadas.

O papa também fez referência ao termo “globalização da indiferença”, popularizado por Francisco. Ele ainda alertou para o risco de a sociedade se acostumar com a violência.

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