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Países europeus anunciam imposto para multinacionais em 2023

Taxação deve ser implementada mesmo sem consenso entre os 27 Estados membros da UE

Multinacionais
Bruno Le Maire, ministro das Finanças da França:

Cinco países europeus — França, Alemanha, Espanha, Itália e Holanda — afirmaram nesta sexta-feira, 9, que vão criar um imposto mínimo de 15% sobre os lucros das multinacionais a partir de 2023, independentemente de consenso na União Europeia (UE).

Em um comunicado, os ministros das Finanças das cinco nações disseram que a implantação ocorrerá, mesmo sem unanimidade entre os 27 países membros, já que a Hungria faz oposição à medida. “Se a unanimidade não for alcançada nas próximas semanas, nossos governos estão prontos para implementar a tributação mínima em 2023 e por todos os meios legais possíveis”, declaram em texto comum.

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O ministro francês Bruno Le Maire disse que a “justiça fiscal” deve ser uma prioridade para a União Europeia. “Vamos colocar em prática uma tributação mínima a partir de 2023, seja através da Europa, seja em nível nacional”, declarou.

Uma declaração semelhante foi feita pelo ministro alemão Christian Lindner: “Na Alemanha, tomamos a decisão de implementar o imposto mínimo em nível nacional se não houver acordo europeu sobre esse ponto.”

Para os cinco países, o imposto sobre o lucro das multinacionais fortalece a justiça fiscal e auxilia no combate à evasão fiscal, pois poderia evitar que as empresas, especialmente as de tecnologia e internet, usem as disputas fiscais entre os países para pagar menos impostos.

Desde o ano passado, a UE tenta aprovar a medida. Polônia e Hungria fizeram oposição. Agora, a Polônia concordou com a taxação, mas a Hungria segue contrária ao imposto, que já vem sendo discutido há cinco anos na Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE). Para a Comissão Europeia validar a proposta, os 27 países membros teriam de concordar, e, por isso, os demais países têm dito que aprovarão o imposto em seus países.

A Hungria tem afirmado que o imposto causaria ainda impacto na economia, já abalada pela guerra na Ucrânia. Novas reuniões entre os ministros das Finanças devem ser realizadas nas próximas semanas para tentar buscar o consenso.

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5 comentários
  1. José Carlos Falcão De Andrade
    José Carlos Falcão De Andrade

    O Estado é o maior câncer do mundo! Que venha a Revolução Libertária!

  2. Davi
    Davi

    Como diria um certo Mestre da economia,
    dizendo a Europa: “Vocês estão ficando irrelevante para o Brasil”!!! Chega de sermos tratados como lixo pelos europeus, que sempre com aquele arzinho de superiores, olhavam para a america do sul como que se tivessem olhando para um chiqueiro!! Me lembro bem de quando morava na Itália (na época que o cachaça ERA presidente do Brasil), e em um curso que eu fazia lá, com diversas pessoas de vários países, em uma dinâmica, o professor perguntou a cada aluno o que achavam ou o que sabiam sobre os países dos colegas em classe! e todos falavam que achavam que o Brasil era um país de coitados, de pobres, de necessitados, de miséria !! colegas de classe da Alemanha, Áustria, Irlanda, Estonia, Espanha, Portugal, França,Suíça, Bélgica!!!

  3. Marcelo DANTON Silva
    Marcelo DANTON Silva

    kkkkkkkk os “liberais”….
    VAMOS COBRAR IMPOSTOS dos alimentos exportados??!!!

    1. Roberto
      Roberto

      Aumento de impostos é coisa de terceiro mundo para onde a Europ está caminhando. Hoje as economias somadas dos Brics sao mais relevantes do que as do G7. Deixamos de ser virá latas e passamos a ter pedigree. Lula e sua turba quer que voltemos a ser virá latas. Não vai acontecer !

  4. Jose Ponte
    Jose Ponte

    Assistindo sentado e com pipoca , o debacle da economia europeia .
    Aumentem a produção de alimentos , em breve teremos nova leva de europeus chegando ao Brasil .

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