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Otan mobiliza caças depois de novo ataque russo contra a Ucrânia

Governo Putin lança ofensiva com quase 400 drones e sinaliza agravamento de conflito

Imóvel é atingido por drone russo na cidade de Lviv, no oeste da Ucrânia | Foto: Reprodução/X
Imóvel é atingido por drone russo na cidade de Lviv, no oeste da Ucrânia | Foto: Reprodução/X

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) mobilizou caças em países do Leste Europeu depois que a Rússia lançou um ataque em larga escala com quase 400 drones contra a Ucrânia. O movimento sinalizou uma possível intensificação do conflito e o começo de uma nova ofensiva de primavera.

Segundo autoridades ucranianas, o bombardeio inclui centenas de drones de longo alcance, além de mísseis de cruzeiro e mísseis balísticos, atingindo diversas cidades, entre elas Kiev, Lviv e Dnipro. Os ataques causaram mortes, deixaram dezenas de feridos e provocaram danos a infraestruturas civis e históricas.

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Otan: Polônia e Romênia acionam sistemas de defesa

Diante da escalada e da proximidade dos ataques com o território da aliança, países como Polônia e Romênia acionaram sistemas de defesa aérea e enviaram aeronaves para monitorar o espaço aéreo, em resposta ao aumento da atividade militar russa nas proximidades de suas fronteiras.

Autoridades ucranianas afirmam que a ofensiva aérea pode marcar o início de uma nova fase da guerra, com intensificação também dos combates terrestres ao longo da extensa linha de frente. Relatórios indicam que forças russas vêm ampliando ataques coordenados, enquanto Kiev tenta reforçar suas defesas diante da pressão crescente.

O uso massivo de drones — muitos deles do tipo Shahed, de fabricação iraniana — tem sido uma das principais estratégias de Moscou para sobrecarregar os sistemas de defesa ucranianos. A escala recente dos ataques está entre as maiores registradas desde o início da guerra.

O episódio reforça a preocupação de aliados ocidentais com uma nova escalada do conflito, especialmente em um momento em que a atenção internacional está dividida com outras crises geopolíticas. Enquanto isso, a Ucrânia segue pedindo mais apoio militar, principalmente sistemas de defesa aérea, para conter os bombardeios contínuos.

Leia também: “Narcoterrorismo nas Américas”, reportagem publicada na Edição 313 da Revista Oeste

A guerra entre Rússia e Ucrânia já dura mais de quatro anos e continua sem perspectiva clara de resolução, mesmo depois de sucessivas tentativas de negociação.

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