Depois de uma intensa nevasca atingir as encostas orientais do Monte Everest, equipes de resgate conseguiram localizar mais 200 pessoas nesta segunda-feira, 6. Cerca de mil excursionistas ficaram presos na região, segundo informações da imprensa oficial chinesa.
Até agora, aproximadamente 350 pessoas já haviam sido resgatadas e encaminhadas para a cidade de Qudang, conforme noticiado pela agência Reuters no domingo 5.
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A tempestade de neve começou na noite da sexta-feira 3 e se agravou rapidamente, tornando-se um desafio para alpinistas e praticantes de trekking no Tibete. De acordo com Chen Geshuang, de 29 anos, integrante de um grupo de trilheiros, “estava tão úmido e frio que a hipotermia era um risco real”.
O grupo havia partido de Qudang no sábado 4 com destino ao acampamento-base de Cho Oyu e, apesar da previsão prometer sol, decidiu avançar. Durante a madrugada, ventos fortes e neve intensa surpreenderam os viajantes, obrigando-os a retornar depois de enfrentar quase seis horas de caminhada sob neve espessa.
Desafios extremos e operações de resgate
No trajeto de volta, os trilheiros encontraram moradores levando suprimentos para os resgates. Chen contou que “a neve estava com um metro de profundidade ao acordar”. A nevasca foi considerada extrema até por experientes. “Somos todos trekkers acostumados, mas esta foi difícil de suportar. Tivemos muita sorte de escapar”, disse à Reuters.
As autoridades de Tingri suspenderam a visitação e a venda de ingressos para a Área Cênica do Everest desde sábado, 4. A equipe de resgate Blue Sky, do Tibete, recebeu alertas sobre barracas soterradas e casos de hipotermia, segundo a mídia estatal.
O Tibete ainda sofre com os efeitos do tufão Matmo, que desalojou 150 mil pessoas, e das chuvas no Nepal, onde deslizamentos e enchentes já mataram ao menos 47 pessoas.
Aumento da procura pelo Everest

A procura pelo Everest cresceu durante a Semana Dourada, feriado nacional na China. Em 2024, a região registrou recorde de 540 mil visitantes. Mesmo assim, a escalada de 8.849 metros continua perigosa, com acidentes, superlotação e danos ambientais. No ano passado, cerca de mil pessoas chegaram ao cume, a maioria pelo lado nepalês.
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O controle de informações no Tibete é rígido: estrangeiros e jornalistas só entram com autorização e sob supervisão. Em emergências, a restrição aumenta, com bloqueio de contatos e censura direta do Partido Comunista.
Apesar disso, a mídia estatal confirmou que todos os grupos foram localizados e levados a áreas seguras. As buscas continuam até que todos estejam fora das zonas de risco.
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