O Conselho de Segurança da ONU deve votar nesta semana uma resolução que autoriza o uso da força por países para garantir a reabertura do Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde circulam cerca de 20% do petróleo mundial. O canal está fechado pelo Irã desde 28 de fevereiro, em retaliação a ataques dos Estados Unidos e de Israel.
A votação, inicialmente prevista para a última sexta-feira, 3, foi adiada diante de divergências entre os membros do conselho. O bloqueio da via marítima provocou forte impacto no mercado internacional de energia: o barril de petróleo, que custava US$ 72 antes do início do conflito, chegou a US$ 109 neste domingo, 5.
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A proposta em análise foi apresentada pelo Bahrein e prevê a autorização para o uso de “todos os meios defensivos necessários” para restabelecer a navegação, com validade de seis meses. Caso aprovada, a resolução terá caráter vinculante, obrigando os países-membros da ONU a cumpri-la, sob risco de sanções e embargos.

China, Rússia e França se opõem a uso de força no Estreito de Ormuz
O principal ponto de impasse está entre os cinco membros permanentes do conselho — China, França, Rússia, Reino Unido e Estados Unidos — que têm poder de veto. China, Rússia e França resistem ao texto, sobretudo ao trecho que autoriza ações militares por países, individualmente ou em coalizões navais, para garantir a livre circulação no estreito.
O chanceler chinês, Wang Yi, afirmou que o conselho “não deve fornecer cobertura legal para operações militares não autorizadas” nem contribuir para a escalada do conflito.
Diante da possibilidade de veto, os articuladores da proposta avaliam ajustes no texto. Outra alternativa seria levar o tema à Assembleia-Geral da ONU, composta de 193 países, para ampliar o debate sobre a crise e seus desdobramentos.






































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