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ONU cria comissão para investigar relação de funcionários de agência com o Hamas

Grupo buscará identificar os mecanismos e os procedimentos à disposição para a garantia de neutralidade ou se esses princípios foram violados

UNRWA ONU Gaza Hamas
UNRWA é acusada de ter funcionários ligados ao Hamas | Foto: Reprodução/Instagram

A ONU criou uma comissão independente para investigar as ações da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Oriente Médio (UNRWA, na sigla em inglês). O grupo vai investigar as alegações de que a agência tem ligações com o grupo terrorista Hamas.

Leia mais: “Funcionários da ONU são suspeitos de ajudar Hamas nos ataques a Israel”

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Segundo a TV i24news, vários dos membros da agremiação extremista são nomeadamente acusados ​​por Israel de ter participado dos ataques de 7 de outubro.

A ex-ministra das Relações Exteriores da França Catherine Colonna vai liderar as investigações, que trabalharão com três organizações de pesquisa: o Instituto Raoul Wallenberg na Suécia, Chr. Instituto Michelsen na Noruega e o Instituto Dinamarquês para os Direitos Humanos.

Leia mais: “Governo brasileiro critica cortes de doações a agência da ONU com funcionários ligados ao Hamas”

Os trabalhos da comissão terão início no dia 14 de fevereiro de 2024. O relatório definitivo será divulgado no final de abril próximo. Comunicado de imprensa ressalta que o surgimento do grupo ocorreu a pedido do Comissário Geral da UNRWA, Philippe Lazzarini.

Responsável por identificar procedimentos da agência

UNRWA
Trabalho deve fazer recomendações para a melhoria da agência | Foto: Reprodução/Instagram

De acordo com a nota, a comissão será responsável por identificar os mecanismos e os procedimentos à disposição para a garantia de neutralidade da UNRWA. Também vai conferir se eles foram implementados na prática ou se, de alguma maneira, esses princípios foram violados.

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Será levado em conta o ambiente operacional, político e de segurança específico em que a agência se encontra. Por último, o trabalho deve fazer recomendações para a melhoria e o reforço de mecanismos e procedimentos em vigor ou para a criação de outros mais adequados.

O chefe da ONU, Antonio Guterres, observou, em sua declaração, que essas acusações surgem num momento em que a UNRWA, a maior organização da ONU na região, “trabalha em condições extremamente difíceis para fornecer assistência vital aos dois milhões de pessoas na Faixa de Gaza que dependem nele para sua sobrevivência.”

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