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ONU aprova conferência para discutir criação de Estado palestino

A resolução recebeu apoio de 157 países, incluindo o Brasil

Bandeira da Palestina é hasteada ao lado da bandeira da ONU | Foto: Reprodução/Redes sociais
Bandeira da Palestina é hasteada ao lado da bandeira da ONU | Foto: Reprodução/Redes sociais

A Assembleia-Geral das Nações Unidas aprovou uma resolução para realizar uma conferência internacional em junho de 2025, em Nova York, a fim de discutir a criação do Estado da Palestina.

A resolução recebeu apoio de 157 países, incluindo o Brasil, enquanto oito se manifestaram contra, entre eles Argentina, Hungria e Israel. Sete nações, como Camarões e Uruguai, optaram pela abstenção.

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Segundo a ONU, o objetivo é fortalecer o apelo por uma “paz abrangente, justa e duradoura no Oriente Médio”. O texto reafirma o apoio à solução de dois Estados, um israelense e outro palestino, coexistindo pacificamente em fronteiras reconhecidas.

Historicamente, o Brasil defende essa solução, como reiterado na Cúpula do G20, em novembro, no Rio de Janeiro.

Documento do G20 e autodeterminação palestina

Israel | Soldados israelenses operam na Faixa de Gaza, em meio ao conflito entre Israel e o grupo terrorista Hamas - 14/12/2023 | Foto: Forças de Defesa de Israel/Reuters
Soldados israelenses operam na Faixa de Gaza, em meio ao conflito entre Israel e o grupo terrorista Hamas – 14/12/2023 | Foto: Forças de Defesa de Israel/Reuters

O documento do G20 destacou, pela primeira vez, o direito à “autodeterminação palestina”.

“Afirmando o direito palestino da autodeterminação, reiteramos nosso compromisso inabalável com uma solução de dois Estados em que Israel e um Estado palestino convivam lado a lado em paz, dentro de fronteiras seguras e reconhecidas, consistentes com a lei internacional e resoluções relevantes da ONU”, diz o texto.

Desde outubro de 2023, a guerra na Faixa de Gaza resultou na morte de mais de 44 mil pessoas, conforme o Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários da ONU.

Entre as vítimas, identificou-se que mais da metade são mulheres, crianças e idosos, com quase toda a população deslocada ao menos uma vez.

Ações contra Israel

As ações de Israel têm sido criticadas por sua proporcionalidade. O ex-ministro da Defesa de Israel, Moshe Ya’alon, acusou Tel-Aviv de cometer crimes de guerra e limpeza étnica em Gaza.

A Corte Internacional de Justiça determinou que Israel adote medidas para evitar genocídio, enquanto o Tribunal Penal Internacional emitiu mandados contra Netanyahu e Yoav Gallant por supostos crimes de guerra.

A resolução da ONU enfatiza a urgência de um cessar-fogo abrangente em Gaza e no Líbano, ecoando o apelo feito na declaração do G20.

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