Vinte e cinco anos depois de ser tema de um filme ganhador de 11 prêmios no Oscar de 1998, o naufrágio do Titanic voltou a despertar curiosidade do público e a ganhar vez na imprensa. Isso porque os destroços do navio seriam o destino da expedição do Titan, submarino da OceanGate que desapareceu na última segunda-feira, 19.
Embarcação que partiu de Southampton, no Reino Unido, com destino a Nova Iorque, nos Estados Unidos, o RMS Titanic naufragou em 15 de abril de 1922, horas depois de colidir com um iceberg no Oceano Atlântico Norte. Desde então, seus destroços estão — literalmente — no fundo do mar.
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Os destroços do Titanic só foram encontrados em agosto de 1985, a partir de uma missão liderada por pesquisadores franceses e norte-americanos. Boa parte dos restos do navio foi localizada a 3,8 mil metros de profundidade e a cerca de 640 quilômetros da costa da província de Terra Nova e Labrador, no Canadá.

Em recente entrevista à emissora britânica BBC Rádio 4, o oceanógrafo Robert Blasiak, do Centro de Resiliência da Universidade de Estocolmo, na Suécia, chamou a atenção para a pressão em tal profundidade. “Para dar uma ideia, é cerca de 200 vezes a pressão no interior de um pneu de automóvel”, afirmou o especialista. “É por isso que você precisa de um veículo submersível com paredes muito espessas.”
Segundo informações oficiais por parte da própria fabricante, o submarino Titan pesa 10,4 mil quilos. O material é à base de fibra de carbono e titânio.
Problema da localização do Titanic

Além disso, a BBC explica que os destroços do Titanic estão em “leito oceânico afetado por um fluxo de água fria em direção ao sul, conhecido como Corrente de Contorno Oeste Profunda”. E isso dificulta ainda mais expedições até o local.
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