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Odebrecht: tribunal do Peru anula condenação de filha de Fujimori

Decisão ordena reinício do processo sobre pagamento de propina a Keiko Fujimori

keiko fujimori
Keiko Fujimori | Foto: Divulgação/Flickr

Um tribunal do Peru anulou na última segunda-feira,13, uma condenação por lavagem de dinheiro da Odebrecht contra Keiko Fujimori, filha do ex-presidente Alberto Fujimori, devido a falhas na acusação. A decisão obrigou o reinício do processo judicial.

O julgamento, ligado ao escândalo da Odebrecht, cuja investigação se iniciou no Brasil, com a Operação Lava Jato, começou em 1º de julho, sob grande expectativa midiática. Mais de 40 acusados, associados ao partido Força Popular, liderado por Keiko, também estavam envolvidos.

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A anulação do processo se baseou em uma decisão recente do Tribunal Constitucional, que rejeitou a acusação contra José Chlimper, ex-secretário-geral do Força Popular e coacusado. O caso retornará à fase de controle de acusação para verificar a adequação dos requisitos legais para um julgamento oral.

Se o recurso do Ministério Público não for aceito, será necessário revisar e reapresentar a acusação. O Ministério Público havia pedido uma pena de 30 anos e dez meses de prisão para Keiko Fujimori, que já disputou a Presidência do Peru em três ocasiões.

Recentemente, a Justiça do Peru condenou Alejandro Toledo a 20 anos de prisão por receber propina da Odebrecht.

Acusação de recebimento de propina da Odebrecht contra Keiko Fujimori

Keiko é acusada de receber ilegalmente US$ 1,2 milhão da Odebrecht para as campanhas de 2011 e 2016. Além disso, enfrenta acusações de organização criminosa, obstrução à Justiça e declaração falsa. Ela alega inocência.

O ex-presidente peruano Alberto Fujimori assiste a seu julgamento na Sede Especial da Polícia em Lima, Peru - 30/6/2008 | Foto: Mariana Bazo/Reuters
O ex-presidente peruano Alberto Fujimori assiste a seu julgamento na Sede Especial da Polícia em Lima, Peru – 30/6/2008 | Foto: Mariana Bazo/Reuters

O Ministério Público também busca inabilitar Keiko para cargos públicos por 15 anos, o que a impediria de participar das eleições presidenciais de 2026. Embora, na época, doações de empresas estrangeiras fossem permitidas, o problema central é a omissão da declaração dos fundos recebidos.

Leia também: No Peru não tem Toffoli, reportagem de Silvio Navarro publicada na Edição 240 da Revista Oeste

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