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O anjo sobrevivente do atentado no Texas

Miah Cerrillo, 11 anos, passou o sangue de uma colega no próprio corpo para fazer o atirador acreditar que também estava morta

Texas
Foto: Reprodução

Quando Miah Cerrillo, 11 anos, viu de perto uma de suas amigas receber um tiro fatal na Robb Elementary School, no Texas, o “modo sobrevivência” entrou em ação. Ela passou o sangue da colega no próprio corpo, em uma tentativa de fazer o atirador acreditar que também estava morta.

Antes de se fingir de morta, Miah conseguiu pegar o telefone de uma de suas professoras, vítimas do ataque, e ligar para o 911 (número indicado para reportar emergências).

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A jovem sobreviveu ao tiroteio em massa, mas sua família diz que tal provação a deixou traumatizada. Blanca Rivera, tia de Miah, disse que, por volta da meia-noite do dia seguinte ao atentado, recebeu uma ligação da mãe da menina. A razão: Miah estava tendo um ataque de pânico.

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Miguel Cerrillo, pai de Miah, disse ao Washington Post que, quando soube do atentado, correu para a Robb Elementary School. Ele chegou ao local a tempo de ver um policial carregar a menina, ensanguentada, para fora da escola.

Miah, cujo lado esquerdo do corpo estava coberto de lacerações e cujos cabelos estavam chamuscados por tiros, foi levada a um hospital em um ônibus escolar.

O assassino

Salvador Ramos, o atirador que matou 19 estudantes e dois professores na Robb Elementary School, no Texas, na terça-feira 24, não tinha doenças mentais nem passagens pela polícia.

Antes de cometer os assassinatos, Ramos publicou mensagens no Facebook para avisar que mataria a avó, de 66 anos, e que cometeria um massacre na escola de ensino fundamental. Depois de atirar na própria avó, o assassino usou o carro dela para ir à Robb Elementary School. Ela permanece internada.

Ramos entrou na escola depois de trocar tiros com um policial. De acordo com o Departamento de Segurança Pública, dois oficiais foram baleados quando tentavam entrar na sala de aula onde o assassino aniquilou as vítimas.

Agentes da Patrulha da Fronteira entraram em cena e atiraram no criminoso. Ele acabou morto. A polícia encontrou os corpos das crianças mortas empilhados. Cerca de 80 agentes participaram da operação policial.

As autoridades acreditam que o assassino agiu sozinho. O FBI informou que não existe conexão entre o tiroteio e terrorismo.

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