Com a morte de Francisco, a Igreja Católica deve escolher um novo papa. Os elegíveis para o cargo, segundo o direito canônico, passam dos milhões.
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Apesar de o papa ser o bispo de Roma, a elevação ao cargo não se dá apenas entre os sacerdotes. Pela lei da Igreja, todo católico homem, batizado, está apto a assumir a função. Basta que o Colégio de Cardeais o eleja.
Na prática, porém, o órgão tende a escolher um de seus membros para assumir o cargo — e todos dentro do grupo são sacerdotes. A escolhe acontece somente quando dois terços dos votos vão para o mesmo nome.
A lei da igreja
As leis da Igreja estão no Código do Direito Canônico. A divisão do documento se dá em cânones — o equivalente aos artigo de uma constituição.
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O primeiro parágrafo do cânon 332 estabelece o que acontece quando alguém que não é sacerdote assume o papado. De acordo com o texto, o eleito para o cargo que “carecer do carácter episcopal” se torna bispo imediatamente.
O último homem que se tornou papa antes de ser padre
Em 11 de março de 1513, o Colégio de Cardeais escolheu Giovanni di Lorenzo de Médici para assumir o papado. Naquela altura, ele ainda não havia sido ordenado padre. A ordenação veio alguns dias depois, em 15 de março.
Na época da eleição, o rapaz tinha 37 anos de idade. Ele era filho dos Médici, uma das famílias mais ricas e proeminentes de toda a Europa. Leão 10 permaneceu no cargo por nove anos, até morrer de pneumonia.
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