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Novas denúncias reforçam a existência de campos de concentração na China

Mais de um milhão de Uigures e outras minorias muçulmanas estariam detidas em "campos de reeducação"

campos de concentração - china - reino unido - Liu Xiaoming - Xinjiang
BBC levou ao ar imagens do que seriam campos de concentração na China | Foto: REPRODUÇÃO/BBC

Mais de um milhão de Uigures e outras minorias muçulmanas estariam detidas em “campos de reeducação”

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BBC levou ao ar imagens do que seriam campos de concentração na China | Foto: REPRODUÇÃO/BBC

Poucos dias depois do embaixador da China no Reino Unido, Liu Xiaoming, ser confrontado durante uma entrevista à BBC com denúncias de violação dos direitos humanos no país, novas acusações surgiram. Desta vez, o The Guardian publicou um vídeo em que Lily Kuo, chefe da sucursal do jornal em Pequim, explicou o que acontece na província de Xinjiang e nos seus “campos de reeducação”.

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A região noroeste da China, onde está Xinjiang, é ocupada em grande parte pelos Uigures e outras minorias muçulmanas. “O governo chinês enxerga esses povos como separatistas em potencial ou terroristas”, contou Lily Kuo. “Se você for para Xinjiang a sensação é de que se está no meio de uma guerra civil. Há postos de controle em todos os lugares, policiais armados, e câmeras de segurança. Muitas câmeras”.

Sobre os campos de reeducação no qual estariam detidos mais de um milhão de pessoas, Lily conta que o governo os descreve como “campos de treinamento profissional”. A ditadura chinesa também garante que ninguém é obrigado a ir para lá e que os detentos são, na verdade, estudantes.

“Esses campos são prisões”, afirma a jornalista. “Lá dentro os presos são doutrinados politicamente. Isso inclui ficar sentado durante horas escutando discursos de Xi Jinping ou cantando hinos patrióticos”. Há também relatos de tortura, com eletrochoques e medicação forçada.

Questionada se o que acontece na província de Xinjiang poderia ser chamado de genocídio, Lily pondera que não, se for levado em consideração a morte de um grande número de pessoas em um curto espaço de tempo. “Mas é um processo lento de extermínio de uma identidade, de uma cultura e um de povo”, diz.

Ela afirma também que existem evidências de casos de esterilizações forçadas de mulheres e outros esforços para reduzir a população. “Portanto, algumas pessoas vão dizer que sim, isso equivale a um genocídio”, conclui.

O governo chinês nega as denúncias.

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3 comentários
  1. Adriano José Gonçalves
    Adriano José Gonçalves

    e triste com ser humano nesse país de
    Louco, mas por que o tal direito humano, onu, todos esse bando de atoa que gosta de se aparecer não vai lá na China, é fácil bater e “gato morto “ ,Bolsonaro vão lá na China !!! Não vão né?

  2. Fred oliveira
    Fred oliveira

    Muitos chineses tirnaram-se cristãos. São milhões de ir mais nossos perseguidos pela ditadura do materialismo comunista. Junte a isso o que ocorre com nossos irmãos muçulmanos e teremos vkaeoa motivos da ONU agir com.pressao sobre o governo chinês. Absurdo o que fazem la

  3. Julio Azevedo
    Julio Azevedo

    Não apenas minorias étnicas sofrem sob o regime de Partido Único Chinês. Os cristãos estão sofrendo mais restrições. O crescimento dos cristãos naChina é exponencial e faz da Igreja Cristã no País – que hoje é a segunda maior em número de fiéis. Há muitas campanhas de oração pelos Cristãos perseguidos no mundo.

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