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Netanyahu indica fim da guerra intensa contra o Hamas e possível foco no Hezbollah

Apoiado pelo Irã, grupo terrorista do Líbano tem realizado ataques mortais contra Israel

Benjamin Netanyahu
'Recuso-me a deixar o Hamas intacto; precisamos eliminá-lo', disse Netanyahu | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou neste domingo, 23, que a “fase intensa da guerra com o Hamas [na Faixa de Gaza] está prestes a terminar”. Ele revelou que o foco militar pode se deslocar para a fronteira norte com o Líbano, onde os combates com os terroristas do Hezbollah, apoiados pelo Irã, têm se intensificado nas últimas semanas.

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Netanyahu garantiu que Israel vai continuar suas operações em Gaza até que o Hamas seja eliminado. “Isso não significa que a guerra vai acabar, mas a guerra na sua fase atual vai acabar em Rafah, isto é verdade”, disse Netanyahu ao Canal 14 de Televisão. “Continuaremos cortando a grama mais tarde”, acrescentou.

Decisões da ONU e possíveis acordos

No mês passado, o Tribunal Superior da ONU ordenou que Israel suspendesse imediatamente sua operação militar, classificando a situação como “desastrosa”.

Em sua entrevista, Netanyahu disse estar disposto a fazer “um acordo parcial” com os terroristas do Hamas em troca do resgate de alguns reféns. Contudo, ele afirmou que a guerra continuaria depois de um cessar-fogo para eliminar o Hamas.

“Não estou pronto para desistir disso”, disse Netanyahu.

Netanyahu enfrentou protestos em Israel com pedido de retorno de todos os reféns. No sábado, as famílias dos reféns participaram das manifestações em várias cidades e exigiram que o governo aceitasse um acordo com os sequestradores.

Propostas de cessar-fogo e pressões internas

Um plano de cessar-fogo em três fases, apoiado pelos Estado Unidos, propõe “um fim permanente das hostilidades em troca da libertação de todos os reféns em Gaza e uma retirada total das forças israelenses de Gaza”.

Netanyahu está sob crescente pressão para desenvolver uma estratégia para Gaza no pós-guerra.

Conflito com o Hezbollah

O Hezbollah, apoiado pelo Irã, tem realizado ataques mortais a partir do sul do Líbano, visando o norte de Israel desde 8 de outubro, um dia depois dos ataques do Hamas a Israel. Israel respondeu aos ataques do Hezbollah com bombardeios, matando terroristas do grupo, incluindo comandantes seniores.

Dezenas de milhares de israelenses deixaram o norte de Israel devido ao conflito, enquanto vilarejos no sul do Líbano também ficaram vazios.

Preparativos para a ofensiva no norte

Autoridades israelenses informaram aos EUA que planejam transferir recursos do sul de Gaza para o norte de Israel, preparando-se para uma possível ofensiva contra o Hezbollah. As implicações de uma guerra mais ampla entre Israel e o Hezbollah podem ser devastadoras, disse anteriormente um alto-comando dos EUA à CNN.

Autoridades norte-americanas expressaram preocupações de que, em caso de guerra total, o Hezbollah possa sobrecarregar as defesas aéreas de Israel, incluindo o sistema Iron Dome.

Declarações de Netanyahu sobre a guerra

Netanyahu foi questionado se a solução para o conflito com o Hezbollah seria um acordo ou guerra. O primeiro-ministro respondeu: “Se houver um acordo, será conforme os nossos termos, e os nossos termos não são acabar com a guerra, abandonar Gaza e deixar o Hamas intacto; recuso-me a deixar o Hamas intacto, pois precisamos eliminá-lo”.

Israel lançou a guerra em Gaza depois dos ataques brutais do Hamas de 7 de outubro de 2023, que mataram cerca de 1,2 mil pessoas e fizeram mais de 250 reféns.

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2 comentários
  1. José Maria dos Santos
    José Maria dos Santos

    “Cortando a grama” é uma expressão genocida antiga. Mais inadequado, impossível.

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