A Nasa, agência aeroespacial dos Estados Unidos (EUA), revelou sua primeira análise de amostras coletadas de um antigo asteroide que poderia colidir com a Terra em 150 anos.
Para realizar uma missão de coleta, a agência enviou uma sonda ao astro, batizado Bennu, em 2020. As amostras são estudadas em um laboratório no Texas, nos EUA.
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Os resultados do estudo revelam que a rocha espacial contém água e uma grande quantidade de carbono. Logo, astros como Bennu teriam fornecido os blocos de construção para a vida na Terra.
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Como o asteroide analisado pela Nasa pode ajudar a ciência
A Nasa informou que as descobertas podem fornecer pistas sobre como a vida se formou na Terra, além de servir como uma “cápsula do tempo” dos primeiros dias do Sistema Solar.
As amostras também poderão melhorar a compreensão sobre como proteger a Terra de asteroides semelhantes ao Bennu no futuro, uma vez que a missão permitiu à Nasa analisar a sua rotação.
“O que realmente queremos saber é se um asteroide vai cruzar a órbita da Terra ao mesmo tempo em que estamos naquele lugar, e queremos não estar naquele lugar”, disse a diretora Lori Glaze, da divisão de ciência planetária da Nasa, conforme o jornal britânico Daily Mail.
“Com quase 5% de carbono em peso, sendo o carbono o elemento central da vida, excedendo em muito nossa meta de 60 gramas, esta é a maior amostra de asteroide rica em carbono já devolvida à Terra”, disse um dos pesquisadores. “Eles vão nos ajudar a determinar a origem dos elementos que poderiam ter levado à vida.”
Daniel Glavin, líder da análise de amostras da Osiris-REx, afirmou que teve de investigar por “inúmeras horas” se asteroides como Bennu trouxeram produtos químicos pré-bióticos à Terra.
“Escolhemos o asteroide certo e não apenas trouxemos a amostra certa”, disse Glavin.
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