Milhares de pessoas ocuparam o centro de Tbilisi neste sábado, 4, em meio ao clima de desconfiança nas eleições municipais da Geórgia, para exigir a renúncia do governo esquerdista, considerado ilegítimo pelos manifestantes.
A Geórgia, país localizado na interseção entre Europa e Ásia, é uma antiga república soviética com aldeias na cordilheira do Cáucaso e praias no Mar Negro.
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O movimento tomou as principais avenidas e interditou vias próximas, reunindo estudantes, motociclistas e emigrantes que voltaram ao país com o objetivo de participar do protesto.
Uma estrutura foi montada na Praça da Liberdade, próxima ao edifício da Assembleia da Cidade de Tbilisi, enquanto grupos carregavam bandeiras com símbolos nacionais, cartazes pedindo mudança no governo e imagens de presos políticos, incluindo ativistas, jornalistas e políticos detidos desde o início das manifestações no final do ano passado.
O termo “revolução” domina os discursos e faixas presentes nos protestos.
Reivindicações do movimento
Centenas de veículos vindos de outras regiões reforçaram o ato, liderado pelo cantor de ópera Paata Burchuladze. Ele leu a Declaração da Assembleia Nacional, que anunciou um “período pacífico de transição”, defendendo a devolução do poder ao povo, a retomada do diálogo para adesão da Geórgia à União Europeia e o fim do atual governo.
“A partir deste momento, o poder estará nas mãos do povo”, afirmou Burchuladze. “Estaremos juntos, vamos lutar até o fim, e a vitória é inevitável.”
O comitê organizador do movimento inclui os opositores Irakli Nadiradze e Murtaz Zodelava, ambos do Movimento Nacional Unido; Paata Manjgaladze da Estratégia Agmashenebeli; e o coronel Lasha Beridze, ex-chefe da missão georgiana no Afeganistão.
Escalada dos protestos na Geórgia
Com o reforço do policiamento desde a manhã, inclusive com tropas especiais no entorno do Parlamento, jornalistas relataram dificuldades de comunicação próximas aos prédios governamentais. Parte dos manifestantes seguiu em direção à residência presidencial, onde dezenas romperam a cerca e tentaram entrar no pátio do palácio.
🚨 BREAKING: Protesters Storm Georgia’s Presidential Palace🇬🇪
— EU Made Simple (@EU_Made_Simple) October 4, 2025
🇬🇪 Clashes Erupt in Tbilisi:
In a dramatic escalation, protesters have stormed the Presidential Palace in #Tbilisi after marching from Freedom Square. Eyewitnesses report pepper spray and clashes with a small… pic.twitter.com/MOcdcu6HrP
A polícia utilizou gás lacrimogêneo e canhões de água para dispersar o grupo, retomando o controle da área.
O clima segue tenso, com os manifestantes reiterando a exigência de renúncia do governo e entrega do poder ao povo, além de classificar as eleições de 2025 como uma “farsa” e uma “operação especial da Rússia” para legitimar o governo atual.
Leia também: “Antipetismo de fachada”, artigo de Rodrigo Constantino publicado na Edição 290 da Revista Oeste
Fraudes na Geórgia, esquerda tribunal eleitoral deles, copiaram daqui.
Ainda bem que não louco…
Imprensa brasileira tem obrigação moral de descrever como manifestações antidemocráticas
Concordo plenamente