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Mortes em protestos no Peru chegam a 26, e OEA pede investigação

Manifestantes querem renúncia da presidente e libertação do ex-presidente Pedro Castillo

Peru
Protesto realizado segunda-feira 12 | Foto: Reprodução/YouTube

A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) da Organização dos Estados Americanos (OEA) pediu no sábado 17 a investigação das mortes ocorridas durantes os protestos no Peru, que vêm sendo realizados desde a destituição e a prisão do ex-presidente Pedro Castillo, que tentou dar um golpe de Estado, em 7 de dezembro.

Segundo o governo peruano, até agora 26 pessoas morreram durante as manifestações, que exigem a renúncia da presidente Dina Boluarte, que assumiu o lugar de Castillo, a convocação de eleições gerais antecipadas e a libertação do ex-presidente.

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“Os fatos devem ser investigados e os responsáveis ​​devem ser punidos”, escreveu no Twitter o relator da CIDH para o Peru, Stuardo Ralón Orellana. Em comunicado, a CIDH expressou “sua maior preocupação com a escalada exponencial da violência nos protestos no Peru”.

A comissão supranacional, que faz parte da OEA, também fez um “forte apelo a todas as pessoas envolvidas, para que invistam seus esforços na solução da crise por vias democráticas e com o mais alto apego aos direitos humanos”. O órgão fará uma visita técnica ao país entre os dias 20 e 22 deste mês.

De acordo com o governo peruano, até o domingo 18, 20 pessoas tinham morrido em confrontos com membros da Polícia Nacional e das Forças Armadas, e seis em decorrência dos bloqueios de estradas. As mortes estão concentradas em zonas andinas e do litoral sul do Peru, incluindo as regiões de Apurímac, Arequipa, La Libertad, Junín e Ayacucho, onde Castillo teve a maior votação na eleição do ano passado.

O secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, disse que conversou com Dina Boluarte por telefone na sexta 16. “Instamos às instituições democráticas do Peru que realizem as reformas necessárias durante este período difícil”, escreveu em seu perfil no Twitter.

Na quarta-feira 14, o governo de Dina Boluarte declarou estado de emergência por 30 dias, suspendendo os direitos de reunião e manifestação em todo o país e autorizando a atuação de militares na segurança pública.

A presidente já anunciou que pretende antecipar as eleições de 2026 para abril do ano que vem.

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1 comentário
  1. Roger Ramjet
    Roger Ramjet

    Ela não teria que antecipar as eleições, pela constituição deles acho que se o titular é impedido, o vice cumpre o restante do mandato. Mas a população não quer saber. A infelicidade é que os revoltosos não aceitam a deposição de Castilho. Não estão arrependidos de terem votado em um idiota, que além de ser um terrorista e um incompetente administrativo. Isso só reforça a tese de que um povo idiotizado e na miséria, tende a creditar em candidatos cada vez mais canalhas e em suas promessas de um mundo melhor pela via socialista.

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