Um míssil balístico disparado do Iêmen atingiu neste domingo, 4, o Aeroporto Internacional Ben-Gurion, em Israel. Esta é a primeira vez que o principal terminal aéreo do país é alvo de um ataque direto.
A explosão abriu uma cratera de aproximadamente 15 metros de profundidade. O sistema de defesa aérea israelense — inclusive o sistema norte-americano THAAD — não conseguiu interceptar o projétil.
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O ataque deixou pelo menos oito feridos, a maioria com lesões leves, segundo informações do serviço de emergência do país. Entre as vítimas, estão dois homens, de 50 e 64 anos, e quatro mulheres, de 22, 34, 38 e 54 anos. Há ainda duas vítimas de crise de ansiedade, com gênero e idade não especificados.
Depois do ataque, companhias aéreas internacionais suspenderam voos com destino a Israel. Entre elas, destacam-se a Wizz Air, a Air India, a Air Europa, a British Airways, a Transavia e o grupo Lufthansa, bem como suas subsidiárias Austrian, Swiss, Brussels e Eurowings.
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Houthis assumem autoria do ataque em Israel
O grupo rebelde houthi assumiu a autoria do ataque. Em comunicado, o porta-voz militar Yahya Sarea afirmou que, “com a ajuda de Alá”, o alvo foi atingido com sucesso. Ele orientou as companhias aéreas internacionais a evitarem voos para o aeroporto, que, segundo ele, “não é mais seguro para o tráfego aéreo”.
Em entrevista à emissora árabe Al Arabi, o líder houthi Mohammed al-Bukhaiti afirmou que os ataques continuarão. “Os EUA e o Reino Unido precisam entender que nossas operações militares vão escalar”, prometeu. “Conseguimos atingir o aeroporto mais protegido de Israel, o que prova que eles não podem nos deter.”
תיעוד: רגעי הנפילה בנתב"ג
— כאן חדשות (@kann_news) May 4, 2025
(אורלי אלקלעי, @ItayBlumental) pic.twitter.com/Odbo7O8LIL
A resposta israelense veio por meio do ministro da Defesa, Israel Katz, que declarou: “Quem nos fere, será ferido sete vezes”. Fontes da área de segurança disseram à emissora pública Kan que, depois do impacto do míssil, Israel “responderá com força”, e que “não há mais restrições” quanto à atuação contra os houthis.
Até então, Israel evitou ataques diretos no Iêmen por exigência dos EUA, que lideram as operações militares contra os rebeldes houthis e buscam controlar a escalada do conflito no Oriente Médio.
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