O presidente da Argentina, Javier Milei, celebrou publicamente a realização da Argentina Week em Nova York, prevista para março de 2026. Em mensagem nesta sexta-feira, 21, no Twitter/X, ele afirmou que o evento representa uma vitrine internacional da mudança econômica promovida por seu governo. Ele referiu-se à feira como uma “extraordinária iniciativa”. Do mesmo modo, destacou que pretende apresentar aos investidores “a nova Argentina: aberta, próspera e livre”.
O embaixador argentino nos Estados Unidos, Alex Oxenford, também qualificou o evento como um marco diplomático e econômico. Ele explicou principalmente que a Argentina Week reunirá autoridades, líderes empresariais, bancos, fundos de investimento. Além disso, haverá companhias de setores estratégicos, como energia, mineração, tecnologia e infraestrutura.
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Milei e a Argentina: “Momento histórico”
Segundo Oxenford, a iniciativa ocorre em um “momento histórico” da relação entre Estados Unidos e Argentina, marcado por “amizade, confiança, cooperação e otimismo” sobre as reformas conduzidas por Milei. A organização da feira será da Embaixada da Argentina nos EUA, em parceria com JP Morgan, Bank of America e o fundo latino-americano Kaszek.
Para Oxenford, a presença dessas instituições demonstra que a Argentina vive um novo ciclo de credibilidade e recuperação econômica depois de anos de instabilidade. “A grande maçã se vestirá de celeste e branco para mostrar ao mundo o capítulo de investimento e crescimento que estamos construindo”.
O escritor argentino Juan Gabriel Flores, autor do livro A Pirâmide do Progresso, avaliou a feira como mais um sinal de que a Argentina “volta ao mapa do capitalismo global” depois de décadas de isolamento e desconfiança. Para ele, a coalizão institucional que organiza o evento envia a mensagem de que “os mercados deixaram de ver o país como um ‘paciente terminal’ e agora o percebem como uma oportunidade resultante da contenção do ‘saque estatal’”.
Em convergência, o ex-presidente da República Carlos Federico Ruckauf (1995/1999) afirmou que os investidores demonstram “profunda confiança em Milei”. Ressaltou da mesma forma que o governo mantém foco nas reformas de segunda geração e nos cinco eixos do plano econômico: câmbio, política monetária, ajuste fiscal, agenda política e alinhamento geopolítico.
A imagem do contraste
Para analistas, a Argentina serve de exemplo. Enquanto o país vizinho estreita laços com o país mais rico do mundo e tenta consolidar uma agenda pró-investimento, o Brasil permanece imerso em conflitos políticos internos que reduzem a previsibilidade, afastam investidores e dificultam a construção de uma estratégia interna de crescimento e inserção global.
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