O presidente da Argentina, Javier Milei, anunciou nesta sexta-feira, 5, o retorno do país ao mercado internacional de dívida, depois de mais de sete anos. Foi lançado um título em dólares com prazo de quatro anos e juros de 6,5%, a primeira emissão desse tipo desde 2018, segundo o ministro da Economia, Luis Caputo.
A Argentina negocia com bancos um empréstimo de cerca de US$ 7 bilhões para cobrir vencimentos superiores a US$ 4 bilhões previstos para janeiro. O resultado do leilão permitirá cancelar parte de um pagamento marcado para o dia 9 de janeiro. O novo título vence em novembro de 2029.
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Milei comemorou o retorno aos mercados, e Caputo afirmou que a medida ajuda no acúmulo de reservas, condição exigida pelo Fundo Monetário Internacional. Ele destacou que, diferentemente de outros países, a Argentina não consegue renovar dívidas e precisa quitá-las integralmente, o que pressiona o Banco Central.
Medida de Milei contribui para a normalização financeira da Argentina

Economistas, como Hernán Lacunza, ex-ministro no governo Macri, e Fausto Spotorno elogiaram a operação, avaliando que ela contribui para a normalização financeira e se apoia em uma política fiscal mais enxuta.
O impacto foi imediato: títulos argentinos subiram em Wall Street, a Bolsa de Buenos Aires avançou 2,21% e o risco país mostrou queda de cerca de 3%.
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Caputo ressaltou que a emissão refinancia dívidas antigas — não cria novas — e que isso permitirá ao Banco Central acumular reservas com maior facilidade. A Argentina fechou em abril um acordo de US$ 20 bilhões com o FMI, que inclui metas rígidas de reservas.
Para o ministro, a operação melhora o perfil financeiro do país e pode reduzir ainda mais o risco país.
Leia também: “O milagre argentino”, reportagem de Silvio Navarro na Edição 279 da Revista Oeste




































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