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Milei anuncia volta da Argentina ao mercado mundial da dívida

Foi lançado um título em dólares com prazo de quatro anos e juros de 6,5%, a primeira emissão desse tipo desde 2018

Desde que assumiu a Presidência da Argentina, no final de 2023, Javier Milei concentrou-se em aumentar as exportações de grãos e energia, além de reduzir os gastos públicos
Desde que assumiu a Presidência da Argentina, no final de 2023, Javier Milei concentrou-se em aumentar as exportações de grãos e energia, além de reduzir os gastos públicos | Foto: Reprodução/X

O presidente da Argentina, Javier Milei, anunciou nesta sexta-feira, 5, o retorno do país ao mercado internacional de dívida, depois de mais de sete anos. Foi lançado um título em dólares com prazo de quatro anos e juros de 6,5%, a primeira emissão desse tipo desde 2018, segundo o ministro da Economia, Luis Caputo.

A Argentina negocia com bancos um empréstimo de cerca de US$ 7 bilhões para cobrir vencimentos superiores a US$ 4 bilhões previstos para janeiro. O resultado do leilão permitirá cancelar parte de um pagamento marcado para o dia 9 de janeiro. O novo título vence em novembro de 2029.

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Milei comemorou o retorno aos mercados, e Caputo afirmou que a medida ajuda no acúmulo de reservas, condição exigida pelo Fundo Monetário Internacional. Ele destacou que, diferentemente de outros países, a Argentina não consegue renovar dívidas e precisa quitá-las integralmente, o que pressiona o Banco Central.

Medida de Milei contribui para a normalização financeira da Argentina

Javier Milei
Medida de Milei teve impacto imediato em títulos argentinos | Foto: Reprodução/Flickr

Economistas, como Hernán Lacunza, ex-ministro no governo Macri, e Fausto Spotorno elogiaram a operação, avaliando que ela contribui para a normalização financeira e se apoia em uma política fiscal mais enxuta. 

O impacto foi imediato: títulos argentinos subiram em Wall Street, a Bolsa de Buenos Aires avançou 2,21% e o risco país mostrou queda de cerca de 3%.

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Caputo ressaltou que a emissão refinancia dívidas antigas — não cria novas — e que isso permitirá ao Banco Central acumular reservas com maior facilidade. A Argentina fechou em abril um acordo de US$ 20 bilhões com o FMI, que inclui metas rígidas de reservas.

Para o ministro, a operação melhora o perfil financeiro do país e pode reduzir ainda mais o risco país.

Leia também: “O milagre argentino”, reportagem de Silvio Navarro na Edição 279 da Revista Oeste

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