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Mikhail Gorbachev: velório não tem honrarias e nem a presença de Putin

Último líder da URSS ganhou o Prêmio Nobel da Paz em 1990 pelo papel exercido no fim da Guerra Fria

Mikhail Gorbachev
Mikhail Gorbachev, o último líder da União Soviética, morreu na terça-feira 30 | Foto: Flickr

Mikhail Gorbachev, o último líder da União Soviética (URSS), foi velado neste sábado, 3, em Moscou, na Rússia. A cerimônia não teve as condolências de um chefe de Estado e não contou com a presença de Vladimir Putin, presidente da Rússia. Contudo, o público se despediu de Gorbachev, podendo avistá-lo em seu caixão.

O velório ocorreu no Hall das Colunas, e não no Kremlin, onde os líderes de Estado soviéticos são velados. O caixão de Gorbachev foi coberto com uma bandeira russa.

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Putin, que já foi líder da agência da KGB — principal organização de serviços secretos da URSS —, chamou o colapso da União de “catástrofe geopolítica”. O presidente também negou todas as honrarias de Estado ao ex-líder da URSS e disse que sua agenda cheia não o permitia comparecer ao velório.

Na terça-feira 30, Gorbachev morreu na Rússia. Dois dias depois, Putin prestou condolências ao ex-líder da União Soviética. Em 1990, Gorbachev ganhou o Prêmio Nobel da Paz pelo papel exercido no fim da Guerra Fria.

In memorian

Com uma política de resposta à permanente crise do regime comunista, Mikhail Gorbachev foi responsável pela abertura social, política e econômica do seu país e deu os últimos passos para o fim da URSS.  O encerramento do regime com a criação da Federação Russa foi consolidado pelo seu sucessor, Boris Yeltsin.

Duas das principais medidas tomadas por Gorbachev, foram Glasnost e a Perestroika, marcos na história da União Soviética. O líder soviético foi forçado a adotar essas providências para tentar evitar o colapso do regime. A Glasnost foi uma forma de combate à corrupção entre os membros do Partido Comunista Russo e de afrouxar as regras de repressão política na nação.

Entre as políticas adotadas pelo programa, estava o fim oficial dos gulags, campos de trabalho forçado — que tinham sido iniciados desde Vladimir Lenin (o criador da URSS) —,  fim da censura, liberdade para grupos religiosos, fim do sistema de partido único e reabilitação das vítimas do regime. Já a perestroika pretendia acabar com o nível de centralização econômica instaurado desde após a Revolução Russa, em 1917.

Leia também: “Sr. Gorbachev, derrube este muro!”, artigo de Ana Paula Henkel para a Edição 128 da Revista Oeste.

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6 comentários
  1. Valdir Solacte
    Valdir Solacte

    Morte natural, não foi “suicidado” como virou rotina na Russia, portanto não ter recebido homenagens devidas e a presença de Putin, é o menor dos problemas.

  2. Antonio C. Lameira
    Antonio C. Lameira

    Putin, não será lembrado no Mundo, se não existisse a internet seria hoje o Lenin do século XXI, quando morrer será esquecido, não deixará legado, será lembrado como ditador de meia tigela, sua presença no funeral seria como um cachorro dormindo diante do caixão deste estadista que entrou para a história como um pacificador.

  3. Finlab
    Finlab

    Lula tem acenado com várias propostas de cunho esquerdista radical em 2022, tais como revisão de privatizações, descontrole de gastos públicos, aumento de impostos volta da CPMF, libertação de bandidos, apoio financeiro a Cuba e Venezuela, perseguição a membros da Operação Lava Jato e partidos de oposição (direita), banimento de jornais e emissoras de oposição e maior abertura da economia brasileira ao capital chinês, inclusive à colaboração militar.

    Em termos geopolíticos, Lula presidente afasta o Brasil dos EUA e nos aproxima da China e da Rússia, que têm interesse em colocar mais bases militares na América do Sul, Atlântico Sul e Pacífico.

    Lula não pode ser eleito e, caso seja eleito, deve-se providenciar alguma maneira de impedi-lo de assumir.

    1. Cesar Augusto Hoff Casonatti
      Cesar Augusto Hoff Casonatti

      Muito bem elaborado. Concordo em gênero, número e grau. Esse cancer brasileiro não pode prosperar.

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