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María Corina não vai à cerimônia do Nobel da Paz

Cerimônia ocorre em Oslo, com presença de líderes da América Latina e da realeza

A líder da oposição venezuelana, Maria Corina Machado, em um protesto antes da posse do ditador Nicolás Maduro - 9/1/2025 | Foto: Leonardo Fernandez Viloria/Reuters
A filha da opositora, Ana Corina Sosa Machado, será a responsável por receber o prêmio | Foto: Leonardo Fernandez Viloria/Reuters

A cerimônia de entrega do Prêmio Nobel da Paz será realizada nesta quarta-feira, 10, em Oslo, mas sem a presença da homenageada. A líder da oposição da Venezuela, María Corina Machado, de 58 anos, não comparecerá à solenidade. A informação foi confirmada por Kristian Berg Harpviken, diretor do Instituto Nobel Norueguês.

Em nota, a organização do Nobel, informou que Corina “fez tudo ao seu alcance para comparecer à cerimônia de hoje”, embora tenha tenha se deslocado para Oslo. “Foi uma viagem realizada em circunstâncias extremamente perigosas. Embora ela não possa comparecer à cerimônia ou aos eventos de hoje, estamos muito felizes em confirmar que ela está segura e estará conosco em Oslo”.

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O instituto do Nobel afirmou à agência de notícias AFP que a expectativa é que Corina consiga chegar a Oslo até esta quinta-feira, 11, ou seja, depois da cerimônia.

O evento ocorre na Prefeitura de Oslo, com a presença do rei Harald, da rainha Sonja e de autoridades da América Latina, a partir das 9h desta quarta-feira, 10. Estão confirmados os presidentes Javier Milei, da Argentina, e Daniel Noboa, do Equador.

María Corina foi laureada “por seu trabalho incansável em favor dos direitos democráticos do povo venezuelano e por sua luta por uma transição justa e pacífica da ditadura à democracia”, segundo a fundação.

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Ameaçada pela ditadura de Nicolás Maduro, María Corina tem paradeiro desconhecido. A filha da opositora, Ana Corina Sosa Machado, será a responsável por receber o prêmio e proferir o discurso no lugar da mãe.

María Corina venceu com folga as primárias da oposição para a eleição presidencial de 2024, mas a ditadura a impediu de concorrer. Em agosto, depois de novas prisões de dissidentes, ela decidiu entrar na clandestinidade.

A líder opositora é próxima de aliados do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Em declarações anteriores, ela chegou a afirmar que o republicano também merecia o Nobel da Paz.

Nobel da Paz ocorre em meio a operação militar dos EUA

A premiação coincide com uma série de mobilizações militares dos EUA contra embarcações ligadas ao narcotráfico no Caribe e no Pacífico.

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Mais de 80 criminosos morreram nas ofensivas, iniciadas em agosto. O ditador Nicolás Maduro acusa os EUA de planejarem sua queda e de tentar controlar os recursos naturais da Venezuela.

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