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María Corina: ‘Chavismo quer a sociedade submersa na pobreza’

Em entrevista ao programa Faroeste à Brasileira, a líder da oposição na Venezuela denunciou a ditadura de Nicolás Maduro

María Corina Machado e o ex-candidato à Presidência da Venezuela Edmundo González | Foto: Reprodução/Instagram
María Corina Machado e o ex-candidato à Presidência da Venezuela Edmundo González | Foto: Reprodução/Instagram

A líder da oposição na Venezuela, María Corina Machado, voltou a denunciar a ditadura que tomou conta do país. Sob comando de Nicolás Maduro, o regime está no centro das atenções depois de o governo norte-americano enviar navios de guerra e um submarino nuclear à costa venezuelana. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, oferece US$ 50 milhões (cerca de R$ 270 milhões) por informações que levem à prisão do ditador.

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Além disso, o republicano acusou Maduro de ser o chefe do Cartel de Los Soles — máfia narcoterrorista responsável pelo tráfico de cocaína a vários países, inclusive aos EUA. Em entrevista exclusiva à edição desta segunda-feira, 1º, do programa Faroeste à Brasileira, María Corina explicou como funciona a ditadura chavista. “O socialismo aqui é evidente”, disse. “O chavismo sempre quis os pobres. A ditadura precisa de uma sociedade submersa na pobreza.”

María Corina não aceitou receber asilo político em outro país. Preferiu continuar na Venezuela e ser uma das vozes mais importantes da oposição. Apesar de viver escondida — com medo de ser presa ou morta pelos soldados da ditadura —, a líder opositora tem se manifestado por meio de declarações e vídeos em que pede a liberdade para o país.

María Corina apoia a recompensa oferecida pelo governo dos EUA

A ex-deputada venezuelana tem apoiado, por exemplo, a decisão do governo dos EUA de oferecer recompensa por informações sobre Maduro. A líder opositora está otimista em relação à queda do regime no país. Ela disse que, apesar de a oposição se mobilizar de forma silenciosa, há uma força que os une para lutar pela democracia e pela liberdade.

Conforme María Corina, ser oposição na Venezuela significa viver sob o perigo. A ex-deputada afirmou que todas as pessoas que se envolveram com a oposição na última eleição são perseguidas pelo regime, que não aceitou a vitória do ex-candidato Edmundo González. “Muitos tiveram de fugir do país”, contou. “Outros estão presos ou mortos. Há, de fato, uma perseguição. Estou há mais de um ano em isolamento. Maduro já disse publicamente que está me procurando.”

Apesar dos riscos, María Corina disse que a oposição está unida. Ela explicou que mais de 90% dos venezuelanos querem o mesmo. “Viver bem”, afirmou. “Queremos o progresso por meio do trabalho produtivo. Sair às ruas e dizer o que pensamos, sem medo de sermos presos.”

Prisões na Venezuela

Ao Faroeste à Brasileira, a líder opositora contou que cidadãos são presos por ter uma foto dela no celular. “Professores não podem se manifestar por falta de luz”, disse. “Não podemos nos manifestar por falta de água.”

Leia mais: “Ex-preso político venezuelano relata horrores da ditadura de Nicolás Maduro”

Sobre o fato de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não reconhecer a vitória de Edmundo González na eleição da Venezuela, María Corina disse que “é injustificável um país dizer que é democrático e não reconhecer nossa vitória no último pleito”.

Leia mais: “Maduro dá uma banana para o Brasil”, reportagem de Rachel Díaz publicada na Edição 234 da Revista Oeste

A ex-deputada disse ainda que a experiência da Venezuela deve servir de lição para o mundo inteiro, porque, “quando se perde a democracia e a liberdade, é muito difícil recuperá-las”.

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