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Maduro reitera que a Venezuela vai escolher, ainda neste ano, o 'governador de Essequibo'

Afirmações do ditador da Venezuela podem intensificar tensão com a Guiana

Maduro, durante reunião em Caracas - 14/12/2024 | Foto: Leonardo Fernández Viloria/Reuters
Ditador Nicolás Maduro, durante reunião em Caracas — 14/12/2024 | Foto: Leonardo Fernández Viloria/Reuters

O presidente Nicolás Maduro afirmou novamente, nesta segunda-feira, 3, que a Venezuela realizará, neste ano, a eleição de um “governador” ou “governadora de Essequibo”. Esse território, que pertence à Guiana e tem uma área de aproximadamente 160 mil quilômetros quadrados, é reivindicado pela Venezuela. Durante a transmissão de seu programa na emissora estatal VTV, Maduro declarou: “Vamos eleger o governador de Essequibo agora.”

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Maduro justificou essa posição ao afirmar que esse território já é considerado parte da Venezuela, sendo uma das “24 regiões” do país. Além disso, ele mencionou que Essequibo já possui “seus circuitos comunais e suas comunas”, referindo-se às divisões territoriais “socialistas” implementadas por seu regime.

O presidente ainda afirmou que a Venezuela deve ser organizada em “pelo menos 6 mil comunas”. Ele incluiu, entre essas comunas, a região de Essequibo, que, caso seja incorporada, passará a ser chamada “Estado de Guiana Essequiba”. Essa declaração reflete o desejo de Maduro de consolidar seu controle sobre o território.

Na semana passada, o Conselho Nacional Eleitoral (CNE), órgão sob o comando de aliados de Maduro, informou que as eleições regionais previstas para este ano ocorrerão simultaneamente às eleições parlamentares, no dia 27 de abril. Segundo o próprio Maduro, depois das eleições, Essequibo terá o “primeiro governador eleito pelo voto do povo”, como se referiu ao pleito.

Afirmações de Maduro pode intensificar tensões entre os dois países

Essas declarações, no entanto, provocaram reações internacionais. O Ministério das Relações Exteriores da Guiana, em janeiro, ressaltou que as afirmações de Maduro intensificam as tensões entre os dois países. Para o governo da Guiana, as declarações violam o Acordo de Argyle, assinado em 14 de dezembro de 2023. O acordo, firmado na presença de parceiros regionais e internacionais, compromete as duas nações a evitarem qualquer escalada de conflito ou disputa sobre a soberania do território.

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4 comentários
  1. Regtor
    Regtor

    Quer uma guerra porque sua popularidade está baixa na Venezuela.
    Todavia, uma invasão do Brasil para acessar a Guiana, por exemplo, ou uma invasão por mar não será um passeio no parque.
    Seria uma opção muito arriscada que poderia levar a sua queda.

  2. Christian
    Christian

    Mexe na onça com vara curta…!
    Já já ele vai levar uma cacetada

  3. Antonio C. Lameira
    Antonio C. Lameira

    Embusteiro, boquiroto, acha q pode tomar território alheia no grito. Esse lero lero termina até o Pres. Trump se debruçar sobre a verborragia desse caudilho.

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