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Maduro faz ‘passinho’ com música anti-guerra

Ditador dança para tentar engajar estudantes em movimento contra os Estados Unidos

O ditador Nicolás Maduro executa o 'passinho' para convencer estudantes sobre suposto desejo de paz | Foto: Reprodução/Redes sociais
O ditador Nicolás Maduro executa o 'passinho' para convencer estudantes sobre suposto desejo de paz | Foto: Reprodução/Redes sociais

O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, participou nesta sexta-feira, 21, de uma marcha dedicada ao Dia do Estudante, em Caracas. O ato, marcado por discursos e apresentações culturais, virou palco principalmente para um aparente apelo pacifista. 

Maduro recebeu apoiadores no Palácio de Miraflores. Em tom descontraído e irônico, fez uma dança de  “passinho” ao som de música com refrão contrário à guerra. Na sequência, pediu que jovens venezuelanos se aproximem sobretudo de movimentos estudantis nos Estados Unidos. O objetivo seria desse modo construir apoio internacional contra novas sanções norte-americanas.

Ditador diz que jovens têm papel central na paz

O ditador afirmou que o seu país vive um momento de mobilização cívica. Acrescentou que a juventude tem assim papel central na defesa da estabilidade regional. Da mesma forma, Maduro repetiu que a Venezuela rejeita qualquer escalada militar no Caribe ou na América do Sul. Numa mistura de inglês com espanhol, o autocrata emitiu palavras de ordem em defesa da paz.

A apresentação de Maduro ocorre em um cenário de tensão crescente com os Estados Unidos. O governo venezuelano acusa Washington de promover ações para desestabilizar o país e impor uma ofensiva política e militar. Nas últimas semanas, Maduro ampliou o discurso pacifista em resposta à movimentação de tropas e navios dos EUA no Caribe.

Leia também: “In Trump we trust”, artigo de Eugênio Esber publicado na Edição 297 da Revista Oeste

O clima se agravou com o anúncio de que, a partir desta segunda-feira, 24, a Casa Branca passou a reconhecer o Cartel de los Soles como organização terrorista estrangeira. A medida, segundo o presidente Donald Trump, autoriza o governo norte-americano a atuar contra estruturas ligadas ao regime venezuelano.

A decisão dos EUA elevou a tensão diplomática e reacendeu debates sobre a segurança na América do Sul. Para analistas, a designação do cartel aumenta a pressão sobre aliados do governo venezuelano e cria um ambiente de incerteza na região. Maduro, por sua vez, tenta transformar o discurso de paz em instrumento político interno e externo.

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2 comentários
  1. Edson TC
    Edson TC

    A disputa pelo prêmio “mais ridículo” está acirrada entre Maduro e nosso “molusco”… o que pesa em favor do brasileiro é que aqui tem a primeira coadjuvante sempre se superando junto…

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