O presidente da França Emmanuel Macron recebeu, nesta terça-feira, 7, a presidente da Assembleia Nacional, Yaël Braun-Pivet, e o presidente do Senado, Gérard Larcher. O encontro seguiu o protocolo adotado antes da dissolução da Assembleia em 9 de junho de 2024, o que reacendeu especulações sobre novas eleições legislativas.
De acordo com o artigo 12 da Constituição francesa, o presidente deve consultar os líderes das duas casas do Parlamento antes de dissolver a Assembleia Nacional. Segundo a rádio RTL, Macron recebeu Braun-Pivet e Larcher separadamente.
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O presidente tenta evitar o agravamento da crise política. Nesta segunda-feira, 6, depois da renúncia do primeiro-ministro Sébastien Lecornu, o presidente deu a ele 48 horas para realizar novas consultas com lideranças partidárias em busca de uma última tentativa de formar governo.
A situação se agravou quando Lecornu, que prometera “rupturas” ao assumir o cargo em setembro, anunciou um gabinete praticamente idêntico ao do ex-premiê François Bayrou, que caiu por não obter voto de confiança da Assembleia Nacional.
Desconforto entre aliados de Macron
Entre os aliados de Macron, cresce o desconforto. O ex-primeiro-ministro Édouard Philippe sugeriu, nesta terça-feira, a antecipação das eleições presidenciais, o que exigiria a renúncia do presidente. Para ele, essa seria uma saída “ordenada e digna de uma crise política que prejudica o país”.
Na esquerda, o Partido Socialista confirmou presença em reunião com o governo nesta quarta-feira, 8, e os Ecologistas informaram que pedirão uma “coabitação” com um “primeiro-ministro de esquerda”.
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O Reunião Nacional e o França Insubmissa, no entanto, recusaram participar das negociações. Para Marine Le Pen, a dissolução da Assembleia é “absolutamente incontornável”. Jean-Luc Mélenchon, líder da esquerda radical, afirmou que o principal objetivo de seu partido é “a saída” do presidente.
A pressão também vem do setor econômico. A presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, disse nesta terça-feira que todas as instâncias “acompanham atentamente a evolução atual” da crise política francesa.
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