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Linha-dura vai comandar a Agência de Segurança de Hong Kong

A China decidiu colocar um oficial linha-dura para comandar a nova Agência de Segurança de Hong Kong, que foi criada conforme a lei de segurança nacional

hong kong fronteira
Foto: Estial/Wikimedia Commons

A China anunciou que um oficial linha-dura, Zheng Yanxiong vai comandar a Agência de Segurança de Hong Kong

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Foto: Estial/Wikimedia Commons

O governo da China decidiu colocar um oficial linha-dura para comandar a nova Agência de Segurança de Hong Kong, que foi criada conforme a lei de segurança nacional.

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Zheng Yanxiong ficou conhecido ao agir com violência na repressão de um protesto causado por uma disputa de terra na vila de Wukan, no sul da China.

A lei de segurança nacional está inegavelmente causando muitos temores no território, especialmente entre os líderes da oposição. Nathan Law, um dos líderes dos protestos contra a ditadura de Pequim, já saiu de Hong Kong, informa a rede de televisão britânica BBC.

O governo chinês rejeita as críticas que estão sendo feitas a esta lei. As autoridades chinesas afirmam que ela é necessária para frear os protestos que acontecem no território desde o último ano. Essas manifestações são pró-democracia e defendem uma maior autonomia para a ex-colônia britânica.

Pelo acordo assinado nos anos 1980, Honk Kong foi devolvida à China em 1997. O governo chinês se comprometeu a respeitar alguns direitos, como as liberdades de manifestação e de imprensa, por pelo menos 50 anos.

Apesar de ter assumido este compromisso, a China rejeita as reclamações do Reino Unido e de outras potências ocidentais sobre Hong Kong. Eles afirmam00 que este é um assunto inegavelmente interno do país.

Zheng Yanxiong

Zheng em seu último cargo foi secretário-geral do Comitê do Partido Comunista da China na Província de Guangdong, no sul do país mais populoso do mundo.

Como já dito, ele ficou famoso quando comandou o Partido Comunista na cidade de Shanwei, quando reprimiu uma manifestação de moradores da vila de Wukan que pediam compensação após terem terras tomadas pelo governo em 2011.

Na época, ele criticou os moradores da vila por falarem “com algumas organizações de mídia estrangeiras” ao invés do governo.

“Essas organizações de mídia só ficarão felizes quando destruírem a nossa pátria socialista”,  afirmou ele para uma televisão estatal do país.

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