Em meio a tensões crescentes no cenário internacional, Dmitry Medvedev, vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia e ex-presidente do país, fez um alerta nesta segunda-feira, 29, sobre as consequências de uma possível guerra entre sua nação e a Europa.
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Em comunicado divulgado na rede social Telegram, o líder russo destacou que Moscou não tem interesse em iniciar hostilidades, especialmente no contexto europeu, que classificou como “velha e fria”. Medvedev também ressaltou que os países europeus não poderiam arcar com um conflito contra a Rússia.
“Eles simplesmente não podem se dar ao luxo de uma guerra com a Rússia”, afirmou Medvedev. Na sequência, disse que “a possibilidade de um acidente fatal sempre existe”.
O vice-presidente alertou ainda para o perigo de uma escalada, sob o argumento de que “tal conflito tem um risco absolutamente real de se transformar em uma guerra com armas de destruição em massa”.
Moldávia é novo alvo de pressão da Rússia

A Moldávia entrou, neste domingo, 28, em um impasse semelhante ao da Ucrânia, com as eleições que definirão o rumo político do país. Mais do que uma simples disputa parlamentar, o pleito é visto como um divisor de águas: ou o país fortalece a aproximação com a União Europeia (UE), iniciado nos últimos anos, ou retorna à esfera de influência de Moscou.
A expectativa em torno da votação se mistura a alertas sobre possíveis tumultos, sabotagens e campanhas de desinformação, relata o The Times of Israel. Autoridades moldavas afirmam que o pleito pode ser alvo de ameaças falsas de bombas, apagões temporários e até violência nas ruas, organizada por grupos treinados.
Nas últimas semanas, a polícia intensificou operações de segurança, com centenas de batidas e detenções. Moscou rejeita todas as acusações, classificando-as como “antirrussas” e “sem fundamento”. O país iniciou uma guerra em 2022 contra Ucrânia, para conquistar territórios e evitar que o governo ucraniano aderisse à (UE).
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O primeiro-ministro Dorin Recean tem insistido que o país enfrenta uma tentativa de desestabilização. Segundo ele, a Rússia estaria destinando “centenas de milhões” de euros a uma “guerra híbrida” para influenciar o resultado do pleito. Recean declarou: “Eu conclamo todo moldavo, em casa e em toda a Europa: nós não podemos mudar o que a Rússia faz, mas podemos mudar o que fazemos como povo”, afirmou, antes de completar.
“Transformem a preocupação em mobilização e em ação consciente… Ajudem a parar seus esquemas.” Recean descreveu a disputa como “a batalha final pelo futuro de nossa nação”.
Dimitri logo cairá da escada