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Depois de levar facada, líder da oposição da Coreia do Sul se recupera

Agressor foi detido no local

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O político foi atacado enquanto respondia a perguntas de jornalistas | Foto: Reprodução/Twitter/X

O líder do partido de oposição da Coreia do Sul, Lee Jae-myung, começou o processo de recuperação de uma via sanguínea. Ele passou por cirurgia depois de sofrer um atentado a faca no pescoço, na terça-feira 2.

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Agora, Lee está consciente e em uma Unidade de Terapia Intensiva. O autor da facada foi um homem que fingia apoiar o político. O ataque aconteceu na cidade de Busan, quando o líder estava cercado por jornalistas.

O agressor, um homem de cerca de 60 anos, foi detido no local. Segundo a polícia, ele “usou uma faca de 18 centímetros, com 13 centímetros de lâmina, que comprou pela internet”.

O político foi levado para um hospital em Busan e depois transferido para a capital do país, Seul. Lá, passou por uma cirurgia que durou duas horas, informou Kwon Chil-seung, membro do partido de Lee.

Agressor está em processo na Justiça

Conforme a agência de notícias sul-coreana Yonhap, as autoridades sul-coreanas acusaram o agressor de tentativa de homicídio. Ele afirmou à polícia que sua intenção era matar Lee.

Do hospital, Kwon Chil-seung, membro do partido de Lee, qualificou os fatos como “uma grave ameaça para a democracia”. Ele pediu uma investigação exaustiva.

Segundo o site Poder360, vários políticos sul-coreanos de alto perfil sofreram algum tipo de agressão publicamente, nos últimos anos.

Quem é Lee, o candidato de oposição da Coreia do Sul

Lee perdeu a eleição presidencial de 2022 contra o conservador Yoon Suk Yeol, em uma das disputas mais acirradas da história do país. Yoon expressou “preocupação” com o estado de Lee depois o ataque.

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“Yoon destacou que nossa sociedade não deve jamais tolerar esse tipo de ato de violência, sob nenhuma circunstância”, disse a porta-voz de Yoon, Kim Soo-kyung.

De origem operária, ele ganhou popularidade com sua história de superação. Ele se recuperou de um acidente em uma fábrica, onde trabalhou quando adolescente, que deixou sequelas por toda a sua vida.

Ele estudou Direito e entrou para a política em 2010. Durante a campanha presidencial, diversos escândalos de corrupção complicaram suas opções, mas continua sendo um político popular.

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