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Leão XIV foi eleito com mais de 100 votos no conclave, diz cardeal

Apoio expressivo mostra força inédita dentro do Colégio Cardinalício e reforça autoridade do novo pontífice

Leão XIV
Leão XIV inicia pontificado com apoio até de cardeais críticos do papado de Francisco | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

O cardeal Désiré Tsarahazana, de Madagascar, revelou que papa Leão XIV recebeu mais de 100 votos no último escrutínio do conclave, encerrado no dia 8 de maio. O número supera com folga os 89 votos necessários para atingir os dois terços exigidos entre os 133 cardeais votantes.

Désiré Tsarahazana revelou à agência Reuters que Robert Francis Prevost, agora Leão XIV, recebeu adesão maciça em um dos conclaves mais rápidos da história recente da Igreja.

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Dois dias depois da eleição, Leão XIV se reuniu com os cardeais no Vaticano e rompeu o modelo tradicional adotado por papas anteriores. Em vez de apenas discursar, o novo pontífice adotou um formato interativo, abrindo espaço para comentários e perguntas.

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A iniciativa foi vista como sinal de um pontificado mais receptivo ao diálogo interno. O cardeal Sean Brady, da Irlanda, afirmou que o papa demonstrou atenção às opiniões expressas no encontro, mas deixou claro que caberá a ele tomar as decisões.

“Estamos aqui para ajudá-lo”, disse Brady à agência Reuters.

A reunião teve tom comunitário, segundo o cardeal espanhol Aquilino Bocos Merino, que elogiou a abertura demonstrada por Leão XIV. Outros cardeais também destacaram a disposição do novo papa em ouvir preocupações e sugestões.

Além da escuta interna, os desafios externos da Igreja também entraram em pauta. O cardeal tcheco Dominik Duka mencionou as dificuldades enfrentadas por católicos na China.

Ele defendeu a continuidade do diálogo com o regime comunista, comparando a estratégia atual à adotada durante a Guerra Fria com países do bloco soviético.

Cardeais críticos de Francisco elogiam postura de Leão XIV

Mesmo críticos do pontificado anterior reconheceram o clima positivo do encontro. O cardeal alemão Gerhard Müller, que se opôs abertamente ao papa Francisco em temas morais, classificou a reunião com Leão XIV como “muito boa e harmoniosa”.

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A posição do papa, ao equilibrar escuta e autoridade, começa a delinear os contornos de seu governo espiritual. A escolha de um modelo mais participativo para os primeiros encontros sugere um novo estilo de liderança no Vaticano.

1 comentário
  1. Serafim Dos A. Castro Neto
    Serafim Dos A. Castro Neto

    Tinha q ser um Norte Americano para ser mais democrático e passar a ouvir a opinião dos outros.

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