O ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-un, declarou apoio permanente às decisões do governo russo. A afirmação consta de uma carta enviada a Vladimir Putin e divulgada nesta quinta-feira, 8, pela agência estatal KCNA. O texto reafirma o alinhamento político entre Pyongyang e Moscou.
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“Respeitarei e apoiarei incondicionalmente todas as suas políticas e decisões e estou disposto a estar sempre com você por você e pela Rússia”, disse Kim. “Essa escolha será constante e permanente.”
O envio da mensagem ocorre em meio ao aprofundamento das relações entre os dois países. Nos últimos anos, a cooperação se intensificou no campo diplomático e militar, com impacto direto na guerra da Ucrânia.
Cooperação militar e discurso ideológico alinhado com Putin
Em setembro de 2025, Putin agradeceu publicamente o apoio norte-coreano. Na ocasião, o presidente russo citou a atuação conjunta contra o que chamou de “nazismo contemporâneo”.
“Gostaria de agradecer, em nome do povo russo, por nossa participação conjunta na luta contra o neonazismo contemporâneo”, declarou Putin.
Kim respondeu dizendo que faria “tudo o que puder” para auxiliar a Rússia. Desde o início do conflito entre a Rússia e a Ucrânia, a Coreia do Norte enviou mais de 9 milhões de munições, além de milhares de soldados e outros equipamentos militares.
Relatório do Grupo Multilateral de Monitoramento de Sanções afirma que esse fornecimento ampliou a capacidade russa de intensificar ataques. Os bombardeios atingiram estruturas civis essenciais em território ucraniano.
A aproximação também inclui um tratado bilateral. Segundo Kim Jong-un, o acordo busca acelerar a formação de um “mundo multipolar”, sem a predominância de uma potência hegemônica. O líder afirmou ainda que a relação entre os dois países alcançou um novo patamar de aliança.
O texto do acordo prevê coordenação diplomática em organismos internacionais. Os dois governos também se comprometeram a atuar juntos contra sanções impostas por países ocidentais e a alinhar posições na ONU.
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