As pesquisas eleitorais divulgadas na véspera das eleições presidenciais no Chile, neste domingo, 14, indicam a possível vitória do conservador José Antonio Kast, que aparece com ampla vantagem. A adversária é comunista Jeannette Jara, apoiada pelo governo atual, de Gabriel Boric.
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Kast lidera com quase 20 pontos porcentuais de diferença, segundo levantamentos recentes, indicando uma provável guinada no comando do país depois de quatro anos do governo esquerdista.
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O último levantamento divulgado, em 28 de novembro, do Panel Ciudadano com a Univesidad del Desarrollo, mostra Kast com 50% das intenções de voto, enquanto Jara tem 34%. A pesquisa foi a última divulgada no Chile. A lei chilena proíbe que novos levantamentos sejam divulgados a partir de 15 dias antes da eleição.
A rejeição a Jara
Jara tentou se distanciar do governo esquerdista de Boric, que é extremamente mal avaliado, com níveis de aprovação abaixo de 30%. Mas sua trajetória como ex-ministra do Trabalho e Previdência Social a mantém associada à atual administração.
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Jara milita no Partido Comunista chileno desde a adolescência, o que amplia sua rejeição entre eleitores de centro e direita. Apesar disso, ela venceu o primeiro turno graças à unidade da esquerda nas primárias. Já a direita estava dividida entre Kast, Johannes Kaiser e Evelyn Matthei. Logo depois da derrota, os dois declararam apoio a Kast.
A trajetória eleitoral de Kast no Chile
Desde a derrota para Boric em 2021, Kast adaptou seu discurso, focalizando em temas como segurança e imigração, áreas em que o governo Boric enfrentou críticas. A gestão do esquerdista tentou responder a essas demandas, mas o tom utilizado foi mais próximo ao da direita, frustrando parte da base e gerando ceticismo na oposição.

A campanha de Kast buscou ampliar sua base com a presença de mais mulheres e evitar temas polêmicos de costumes, concentrando esforços nos assuntos que aparecem como prioridade entre os chilenos.
A ascensão de Kast é atribuída tanto à insatisfação com o governo Boric quanto ao enfraquecimento da centro-direita diante da radicalização política.
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