O Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) da Bolívia determinou a anulação da sentença de dez anos de prisão imposta à ex-presidente Jeanine Áñez por suposta tentativa de “golpe de Estado”.
Em 2021, policiais bolivianos prenderam a opositora do regime socialista depois que ela se declarou presidente do país em razão da renúncia de Evo Morales.
Receba nossas atualizações
O presidente da Corte, Romer Saucedo, comunicou nesta quarta-feira, 5, que também emitiu uma ordem para sua libertação imediata.
+ Leia mais notícias de Mundo em Oeste
Jeanine Áñez, condenada em junho de 2022 sob a acusação de assumir ilegalmente o comando do país em 2019, permanece presa em La Paz.
Segundo Romer Saucedo, Áñez deveria ter passado por um “julgamento de responsabilidade”, procedimento que exige aval prévio do Congresso, em vez de ser julgada como uma cidadã comum.
“Constatou-se que houve violações da ordem jurídica vigente, bem como dos direitos de que ela goza”, explicou o magistrado na decisão.
Jeanine Áñez defende luta por liberdade
Nesta terça-feira 4, Jeanine Áñez, de 58 anos, usou as redes sociais para reafirmar a sua luta pela libertação do país.
“Nunca me arrependerei de ter servido à minha pátria quando ela precisou de mim”, escreveu a ex-presidente no X. “Fiz isso com consciência e o coração firme, sabendo que decisões difíceis têm um preço.”
“Aprendi que a liberdade mais profunda não depende de muros, mas de manter viva a verdade do que fiz e por que o fiz”, completou.
Ainda é necessário que o Supremo comunique a decisão formalmente a um juiz em La Paz, cidade onde Áñez permanece detida.
A ex-presidente da Bolívia assumiu o governo em 2019, período marcado por intensos protestos e acusações da oposição de que Evo Morales teria cometido fraude eleitoral para se manter no cargo até 2025.
Leia também: “Não chores por mim, Bolívia”, reportagem de Eugenio Goussinsky publicada na Edição 284 da Revista Oeste
Agora é hora de prender quem fez isso.
Encontra-se em todos os governos de ESQUERDA : A justiça tabalha para aesquerdalha.
Mais um caso em que o judiciário foi usado criminosamente para perseguir conservadores. Os responsáveis pela prisão dessa heroína deveriam ser condenados à prisão perpétua!
É o que vai acontecer no Brasil em 2027, Deus provera.