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Jacarta está afundando, e Indonésia constrói nova capital

Entenda o que está por trás da inundação de uma das cidades mais populosas do mundo

Jacarta está afundando em razão de um fenômeno geológico chamado subsidência | Foto: Reprodução/YouTube/Vox

Em setembro de 2024, a Indonésia inaugurou sua nova capital, Nusantara, em meio a uma densa floresta tropical. Isso se deve ao rápido afundamento de Jacarta, a antiga capital do país e quarta cidade mais populosa do mundo.

O projeto foi enaltecido pelo presidente Joko Widodo como um símbolo do crescimento econômico do país. O Banco Mundial projeta um crescimento acima de 5% entre 2024 e 2026.

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No entanto, Nusantara ainda é um grande canteiro de obras, com previsão de estar funcionando plenamente apenas na década de 2040.

Problemas geológicos em Jacarta, na Indonésia

Jacarta está afundando em razão de um fenômeno geológico chamado subsidência.

Estima-se que 40% da cidade já esteja abaixo do nível do mar, o que causa inundações crônicas e dificulta a drenagem. Isso facilita o contato da população com água suja e a proliferação de doenças.

Um estudo intitulado “Land subsidence of Jakarta (Indonesia) and its relation with urban development” mediu o terreno da cidade entre 1982 e 2011. Concluiu-se que Jacarta afunda a uma média de 7,5 cm por ano, a maior velocidade de afundamento do mundo.

Confirmação científica da subsidência

Outro estudo, da revista Geocartio International, confirmou essas medições. A zona norte de Jacarta e a cidade de Cikarang, a oeste, são as áreas que cedem com maior rapidez. Pesquisadores estimam que até 95% da região norte de Jacarta possa estar submersa em 30 anos.

Ao portal g1, Renato Henrique Pinto, professor do Instituto de Geociências da USP, explicou que a subsidência em Jacarta está ligada a quatro fatores principais:

  1. urbanização rápida e desordenada;
  2. extração abusiva de água subterrânea;
  3. fenômenos tectônicos; e
  4. compactação de sedimentos pouco consolidados.

Impacto da urbanização e extração de água na Indonésia

A urbanização desordenada trouxe um grande número de pessoas para a área, o que aumentou a pressão por recursos hídricos.

Problemas de saneamento básico elevaram a desconfiança sobre o fornecimento de água potável superficial. A situação levou à perfuração de poços artesianos.

Cerca de 60% dos 11,35 milhões de habitantes de Jacarta utilizam água bombeada do subsolo para suas necessidades diárias, o que contribui para a perda de sustentação do solo.

Jacarta está em uma região de subdução entre a Placa Indo-Australiana e a Placa da Eurásia, o que reduz a acomodação do solo.

A situação levou à perfuração de poços artesianos | Foto: Reprodução/YouTube/Vox
A situação levou à perfuração de poços artesianos | Foto: Reprodução/YouTube/Vox

A compactação dos sedimentos pouco consolidados também contribui para a subsidência. Renato Henrique Pinto destaca que, no caso de Jacarta, esses sedimentos ainda estão em processo de compactação, o que agrava o problema.

Impacto global da subsidência

Embora Jacarta seja um exemplo notório, outras grandes cidades também enfrentam o problema da subsidência. A extração de água subterrânea está por trás do afundamento de megalópoles como Pequim (China), Houston (EUA) e Cidade do México (México).

Em Washington D.C., o solo está cedendo em virtude do derretimento de uma camada de gelo subterrânea formada durante a última era glacial.

No entanto, nesses casos, o ritmo de subsidência é mais lento e menos preocupante para as autoridades.

A criação de Nusantara é uma tentativa de mitigar os efeitos do afundamento de Jacarta, mas a solução definitiva para a subsidência requer ações coordenadas e sustentáveis em nível global.

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2 comentários
  1. OTNIP M. IAVI
    OTNIP M. IAVI

    Requer açoes coordenadas sustentaveis a nivel global. Nunca vai faltar uma foca socialista comunista para estar destilando mer // da globalista. A unica coisa que esta afundando rapidamente por aqui é o governo de um ladrao e corrupto.

  2. Leandro Guimarães Faria Corcete Dutra
    Leandro Guimarães Faria Corcete Dutra

    Podíamos ter passado sem a lacração mistificadora do último parágrafo. Vazio, ridículo ao ponto de ofensivo. E contraditório, visto que o corpo do artigo demonstra tratar-se no máximo dum problema regional, na verdade mais local mesmo.

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