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Itália estuda visto de permanência no país para descendentes

Mesmo sem passaporte, brasileiros com origem italiana poderiam solicitar permissão de entrada desde que aprovados em exame de idioma para nível intermediário

Fachada do consulado geral da Itália em São Paulo | Foto: Reprodução/X
Fachada do consulado geral da Itália em São Paulo | Foto: Reprodução/X

O Legislativo da Itália estuda um projeto de lei que estabelece um novo tipo de visto de entrada. O objetivo é gerar atratividade na comunidade italiana que vive no exterior e não tem vínculo formal com o país. 

Conforme o jornal Folha de S.Paulo, se a medida for aprovada, milhões de descendentes que moram no Brasil poderão ter acesso facilitado ao país europeu.

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De acordo com a proposta, estrangeiros de origem italiana, mesmo não reconhecida ou com ligação cultural com o país, poderiam requisitar o novo visto de entrada. Com o documento, seria possível residir, trabalhar e estudar na Itália, independentemente de um passaporte italiano.

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Para ter acesso ao visto, contudo, o candidato precisa comprovar conhecimento intermediário do idioma italiano, certificado pela prova de nível B1. O exame pode ser feito em locais credenciados pelo governo. 

Em São Paulo, um deles é o Instituto Italiano de Cultura, na Av. Higienópolis, 436. Depois de cinco anos, o documento poderá ser convertido em visto permanente.

De acordo com o texto que está no Parlamento, o novo visto deverá ser solicitado no consulado italiano do país de residência, antes da viagem para a Itália. Depois do pedido, o prazo é de 60 dias para a liberação do documento.

Instituto Italiano de Cultura. na zona sul de São Paulo | Foto: Reprodução/Instagram/@icc_sanpaolo
Evento no Instituto Italiano de Cultura. em São Paulo | Foto: Reprodução/Instagram/@icc_sanpaolo

Projeto é de partido de centro-esquerda

O projeto é de autoria do deputado Fabio Porta, do Partido Democrático (centro-esquerda). Italianos que vivem na América do Sul elegeram o candidato. O texto está na Comissão de Assuntos Constitucionais da Câmara desde maio. 

Depois de votado em plenário, a proposta seguirá para análise do Senado. Não há previsão para que isso ocorra. A entrada em vigor exige aprovação nas duas Casas do Legislativo.

Apesar de ser uma iniciativa de uma legenda de oposição ao governo da primeira-ministra Giorgia Meloni, a proposta conta com potencial apoio de outras siglas, especialmente pelo apelo da crise demográfica.

Deputado Fabio Porta: eleito pelos italianos que vivem na América do Sul | Foto: Partido Democrático/Divulgação
Deputado Fabio Porta: eleito pelos italianos que vivem na América do Sul | Foto: Partido Democrático/Divulgação

População da Itália segue em tendência de queda 

A população italiana, hoje de 58,9 milhões de pessoas, vive há anos em tendência de queda. Desde 2015, o total de residentes caiu em 1,8 milhão. O dado só não é menor porque, no período, houve aumento do número de estrangeiros que moram na Itália. No início de 2024, eram 5,3 milhões, refletindo numa alta de 4,6% comparada a 2015.

Bairro da Mooca é o principal reduto de descendentes italianos na cidade de São Paulo | Foto: Prefeitura de São Paulo/Divulgação
Bairro da Mooca é o principal reduto de descendentes italianos na cidade de São Paulo | Foto: Prefeitura de São Paulo/Divulgação

A intenção da proposta é atrair jovens que tenham interesse em se estabelecer na Itália, mas que não o fazem por falta de cidadania ou de acesso a vistos convencionais, como os de trabalho ou estudo. 

Atualmente, os brasileiros são isentos de visto para períodos de até 90 dias por motivos de turismo, negócios e estudos. Acima disso ou se for para trabalhar, é preciso ter um visto específico para entrar ou continuar no país.

Leia também: “Brasileiros enfrentam rotina de caos em imigração de Portugal”

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