A Itália aprovou, na semana passada, uma lei que altera o processo de reconhecimento da cidadania italiana por direito de sangue (ius sanguinis).
Pelo novo modelo, os pedidos feitos por estrangeiros passarão a ser centralizados em Roma, sob responsabilidade do Ministério das Relações Exteriores da Itália, a partir de 2029.
Receba nossas atualizações
O projeto foi apresentado pelo governo da primeira-ministra Giorgia Meloni e do vice-premiê e chanceler Antonio Tajani.
O texto foi aprovado no Senado na última quarta-feira, 14, por 76 votos a favor a 55 contra, depois de já ter passado pela Câmara dos Deputados.
Atualmente, os pedidos de cidadania por descendência são protocolados e analisados diretamente nos consulados italianos espalhados pelo mundo.
Com a nova legislação, essas repartições deixarão de receber e processar as solicitações, que deverão ser enviadas em papel, pelo correio, diretamente à Itália.
Todos os custos do procedimento ficarão a cargo do requerente.
Governo da Itália quer desafogar consulados
A Itália mantém 83 escritórios consulares no exterior, sete deles no Brasil — em Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Curitiba, Belo Horizonte e Recife. Até 2029, todos os processos hoje conduzidos por essas unidades serão transferidos para um único órgão responsável serviço, em Roma.
+ Leia mais notícias de Mundo em Oeste
Segundo o governo italiano, a mudança é necessária para desafogar os consulados, que enfrentam longas filas e grande volume de pedidos, especialmente em países com forte imigração italiana. A centralização, afirma o Executivo, permitirá uniformizar critérios e tornar os procedimentos mais eficientes.
Veículos locais, no entanto, apontam o risco de aumento da burocracia e de prazos ainda mais longos para a evolução do processo. O governo italiano estabeleceu que uma equipe de 80 funcionários será reunida em Roma para análise dos pedidos de cidadania de todo o mundo.
Para efeitos de comparação, somente o Consulado da Itália em São Paulo conta com cerca de 60 pessoas dedicadas exclusivamente à tarefa.
Leia também: “A utopia brasileira e o pragmatismo chinês”, reportagem publicada na Edição 292 da Revista Oeste





































Entre ou assine para enviar um comentário.
Você precisa de uma assinatura válida para enviar um comentário, faça um upgrade aqui.