A passagem de Rafah, na Faixa de Gaza, voltou a ser aberta por Israel neste domingo, 1º. Apesar da reabertura, há limitações que impedem a saída de palestinos e barram a entrada de voluntários de Médicos Sem Fronteiras. O local, que serve como único ponto de acesso à região sem passar por território israelense, permanece restrito enquanto são realizados testes de segurança.
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De acordo com o Cogat, órgão militar israelense responsável pela administração da fronteira, palestinos só poderão cruzar Rafah depois que todos os preparativos forem concluídos. A expectativa das autoridades é de que a liberação para deslocamento de moradores ocorra apenas a partir de segunda-feira 2, com prioridade para pacientes hospitalares.
Impasses entre Israel e organizações humanitárias
A entrada de integrantes da organização Médicos Sem Fronteiras foi negada por Israel, sob argumento de que a ONG não forneceu uma lista detalhada de funcionários locais. “É um pré-requisito obrigatório para as organizações que operam na região”, afirmou o ministro de Assuntos da Diáspora, Amichai Chikli, em entrevista ao jornal israelense Maariv.
Em resposta, a Médicos Sem Fronteiras declarou não ter condições de repassar dados pessoais dos colaboradores por razões de segurança. A organização afirmou que se limita a divulgar apenas nomes de quem consentisse.
Imagens divulgadas pelo Cogat mostraram representantes da União Europeia no local, que segue cercado e protegido por arame farpado. A operação de reabertura conta com apoio do Egito e da União Europeia, e a travessia só poderá ser feita a pé, conforme determinação do Exército de Israel.
Restrições e contexto do conflito
A lista de pessoas autorizadas a cruzar a fronteira será aprovada previamente por Israel e Egito; de 150 a 200 pessoas poderão transitar simultaneamente, e a maioria deverá retornar a Gaza, acompanhando pacientes. O Ministério da Saúde de Israel estima que 20 mil palestinos aguardam para deixar o enclave por motivos médicos.
Desde maio de 2024, a passagem estava fechada, e a reabertura integra o acordo de cessar-fogo firmado em outubro de 2025. Mesmo depois do começo do cessar-fogo, bombardeios na Faixa de Gaza continuam e resultaram em mais de 500 mortes de palestinos, conforme dados da agência Reuters.
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No sábado 31, três ataques distintos causaram a morte de pelo menos 32 pessoas em Gaza, segundo o governo palestino. Um dos ataques, que vitimou 13 pessoas, ocorreu em uma área policial de Sheikh Radwan.
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