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Chanceler da Alemanha elogia operações de Israel e chama ofensiva de ‘trabalho sujo do Ocidente’

Trump e Macron adotam discursos distintos enquanto guerra no Oriente Médio avança

Friedrich Merz
Chanceler elogiou o governo e o Exército israelenses pela postura diante do regime de Teerã | Foto: Reprodução/Flickr

O chanceler federal da Alemanha, Friedrich Merz, defendeu nesta terça-feira, 17, as operações realizadas por Israel contra o Irã. Ao comentar as ofensivas durante a Cúpula do G7 no Canadá, Merz afirmou que o Estado judaico cumpre o que classificou como “trabalho sujo” em nome do Ocidente.

Merz elogiou o governo e o Exército israelenses pela postura diante do regime de Teerã. Para ele, a ofensiva evitou que o Irã seguisse disseminando o terror e ameaçando a região com a possibilidade de possuir uma arma nuclear.

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O chanceler reforça que o regime do aiatolá Ali Khamenei representa uma ameaça tanto ao Oriente Médio quanto ao Ocidente: “Nós também somos afetados por esse regime”.

Na visão do chefe do governo alemão, o Irã espalha “morte e destruição” ao apoiar grupos como o Hezbollah, no Líbano, e o Hamas, na Faixa de Gaza.

Ele também citou o fornecimento de drones ao Exército russo na guerra contra a Ucrânia. Merz disse acreditar que as operações de Israel podem acelerar a queda do regime iraniano e argumentou que o mundo se beneficiaria do fim do governo dos aiatolás.

Apesar do tom duro, Merz defendeu a retomada das negociações sobre o programa nuclear iraniano. O chanceler afirmou que o Irã ainda tem a chance de voltar à mesa de diálogo, mas deixou claro que caberá ao próprio regime decidir se seguirá por esse caminho ou enfrentará novas ações militares de Israel.

Israel e líderes do Ocidente divergem sobre desfecho do conflito

O presidente francês, Emmanuel Macron, seguiu linha oposta. Também presente na Cúpula do G7, o político rejeitou qualquer tentativa de mudança de regime no Irã por meio de ataques militares.

Macron defendeu um cessar-fogo imediato e o retorno das negociações para impedir que Teerã obtenha armamento nuclear. Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump adotou postura ainda mais agressiva.

O republicano ponderou que sabe onde está escondido o líder supremo do Irã e o descreveu como “um alvo fácil”. Trump disse que, por ora, não pretende ordenar sua morte, mas avisou que a paciência da Casa Branca está chegando ao limite.

Trump destacou que não busca apenas um cessar-fogo, mas um desfecho completo para o conflito. O presidente norte-americano pediu a rendição do Irã e disse que a prioridade é encerrar as hostilidades de forma definitiva.

+ Leia também: “Israel realiza ataque aéreo com 50 caças contra estruturas militares e nucleares do Irã”

No mesmo dia, o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou que Khamenei poderá ter o mesmo destino de Saddam Hussein, ex-presidente do Iraque deposto por tropas norte-americanas e executado em 2006.

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu já havia declarado que eliminar o líder iraniano seria uma forma de encerrar o conflito.

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