Jens Laerke, porta-voz das Forças de Defesa de Israel (FDI), acusou a Organização das Nações Unidas (ONU) de favorecer os terroristas do Hamas com ajuda humanitária em vez da população civil de Israel.
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A manifestação do militar se deu depois de o escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários denunciar o governo israelense de bloquear a entrada de suprimentos básicos na Faixa de Gaza.
Porta-voz diz que Israel tem permitido a entrada de caminhões em Gaza
Em vídeo publicado no X, o porta-voz afirmou que apenas 600 dos 900 caminhões de ajuda humanitária foram autorizados a chegar à fronteira de Israel com Gaza. De acordo com ele, há uma mistura de obstáculos burocráticos e de segurança que tornou impossível levar toda a ajuda para a região.
O militar ainda disse que Israel tem trabalhado para fazer a ajuda chegar aos civis da Faixa de Gaza. Contudo, “os terroristas roubam os suprimentos que deveriam ser destinados à população”.
As negociações que envolvem um possível cessar-fogo em Gaza avançam, enquanto diferentes atores internacionais e regionais se manifestam sobre as propostas em discussão.
Trump diz que haverá um acordo em breve
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta sexta-feira, 30, que “os lados estão muito próximos de um acordo”. “Detalhes virão em breve”, garantiu. “Vamos informá-los sobre isso ainda hoje ou talvez amanhã, e há uma chance disso acontecer.”
Enquanto isso, o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, lançou um ultimato ao Hamas. O israelense condicionou a sobrevivência do grupo à aceitação dos termos para a libertação dos reféns.
“Depois de eliminar os terroristas e limpar a área, as FDI removerão todas as ameaças conforme o modelo de Rafah e permanecerão para manter o controle do território”, explicou Katz, ao destacar a nova abordagem israelense de ocupar áreas estratégicas, desmantelar infraestruturas do Hamas e manter presença prolongada em Gaza.
Katz ainda reforçou sua posição ao afirmar que “os assassinos do Hamas devem agora escolher: aceitar os termos do acordo para a libertação dos reféns, ou serem destruídos”. Em resposta, os terroristas do Hamas informaram que realizam consultas com outras facções palestinas sobre a proposta apresentada.
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