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Israel diz que libertação de soldados pelo Hamas viola acordo

Pacto de cessar-fogo prevê prioridade a mulheres civis

Primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu
Primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu | Foto: Alan Santos/PR

O grupo terrorista Hamas divulgou, nesta sexta-feira, 24, os nomes de quatro reféns israelenses que serão libertadas amanhã, 25, depois de passarem 477 dias em cativeiro. As quatro mulheres são soldados da IDF, o exército de Israel.

As quatro soldados são Liri Albag, 19 anos, Daniella Gilboa, 20, Karina Ariev, 20, e Naama Levy, 20, que foram sequestradas em Gaza durante o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023. A lista de prisioneiros palestinos a serem libertados por Israel deve ser entregue ao Hamas ainda hoje, 24.

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Ainda restam sete reféns mulheres a serem libertadas na primeira fase do acordo de cessar-fogo. As outras três são a soldado Agam Berger, 21, e as civis Arbel Yehud, 29, e Shiri Silberman Bibas, 33. Esta última foi sequestrada junto a seus dois filhos, de dois e cinco anos.

Israel aceitou a ação, mas frisou que o acordo de cessar-fogo firmado entre eles previa que seriam priorizadas as libertações de mulheres israelenses civis antes de soldados. Ainda assim, a IDF decidiu que a violação não é grave o suficiente para encerrar o acordo.

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De acordo com o jornal Times of Israel, o acordo prevê uma ordem de prioridade para as libertações: civis mulheres deveriam ser libertadas primeiro, seguidas por soldados mulheres, depois idosos e, finalmente, aqueles considerados gravemente doentes.

O acordo estipula que, para cada uma das soldadas mulheres, Israel libertará 50 prisioneiros palestinos, 30 deles condenados por terrorismo sob prisão perpétua. Na última segunda-feira, 20, Israel libertou 30 prisioneiros para cada uma das três civis reféns libertadas pelo Hamas na tarde anterior.

91 dos 251 reféns sequestrados pelo Hamas em 7 de outubro permanecem em Gaza, o que inclui os corpos de pelo menos 34 mortos confirmados pela IDF. O Hamas também detém dois civis israelenses que entraram na Faixa de Gaza em 2014 e 2015, bem como o corpo de um soldado da IDF morto em 2014.

O acordo de cessar-fogo é mediado pelos Estados Unidos, Catar e Egito. Esta é a segunda trégua entre Israel e Hamas desde outubro de 2023. A primeira pausa no conflito aconteceu no fim de novembro daquele ano e durou somente uma semana.

Leia também: “O Hamas quer guerra”, reportagem de Miriam Sanger publicada na Edição 235 da Revista Oeste

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