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Israel apoia bloqueio naval imposto pelos EUA ao Irã

Benjamin Netanyahu afirma alinhamento com decisão de Washington e cita violação iraniana em negociações de paz

Benjamin Netanyahu e Donald Trump acordo Gaza
Benjamin Netanyahu e Donald Trump | Foto: Reprodução/Instagram Donald Trump

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, manifestou apoio ao bloqueio dos portos iranianos anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

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Durante reunião do conselho de ministros, Netanyahu afirmou que o Irã violou normas relacionadas a negociações de paz e disse que Trump decidiu impor um bloqueio naval. 

“Nós apoiamos, é claro, uma postura firme e estamos em constante cooperação com os EUA”, disse o premiê. 

Israel detalha volume de bombardeios no Irã 

Levantamento do jornal The Times of Israel, com base em dados das Forças de Defesa de Israel, mostra que o país, em conjunto com os EUA, lançou pelo menos 24 mil ataques contra o Irã desde o início da guerra no Oriente Médio.

Em resposta às ofensivas do Irã, que resultaram na morte de 24 civis e deixaram milhares de feridos, Israel e EUA conduziram uma campanha aérea intensiva com caças F-15, F-16 e F-35 contra alvos militares estratégicos no território iraniano. 

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O governo israelense afirma ter realizado mais de 10,8 mil ataques, dentro de um total superior a 18 mil bombas lançadas em cerca de mil operações aéreas.

Além disso, a Força Aérea israelense executou cerca de 8,5 mil missões de combate. Os EUA realizaram aproximadamente 13 mil ataques adicionais contra instalações militares iranianas. Segundo a Human Rights Activists News Agency, mais de 1,9 mil civis e mais de 1,7 mil militares morreram.

Disputa pelo Estreito de Ormuz amplia efeitos da guerra

Além dos portos iranianos, EUA e Israel concentram forças para ordenar o fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz. No último sábado, 11, agentes do Comando Central dos EUA iniciaram uma operação para detectar e remover minas navais na rota marítima.

Conforme Oeste, a região é responsável pela passagem de cerca de um quinto de todo o petróleo consumido globalmente. A simples ameaça à sua operação já foi suficiente para encarecer seguros marítimos, pressionar fretes e desorganizar cadeias logísticas. 

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Esse impacto atua como um tributo indireto sobre a economia global. Ele eleva os custos de combustíveis, alimentos e transporte, pressiona a indústria e leva os bancos centrais a manterem juros altos. O quadro resultante combina crescimento fraco com inflação persistente — um cenário historicamente complexo de administrar e com elevado risco político.

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